Ninguém Motiva Ninguém?
Publicado em 20/11/2008 por Administrator

Os cursos, eventos e palestras motivacionais promovidos pelas empresas são realmente eficientes? Ou a motivação deve vir do próprio colaborador?
Nossos colunistas escreveram recentemente artigos com pontos de vista diferentes sobre o tema…
- Eugen Pfister: O Demônio de Laplace e a Teoria da Motivação
- Wagner Campos: Motivação e Opinião?
- Tom Coelho: Conheça sua Base Motivacional
- Paulo Sergio Buhrer: Ninguém Motiva Ninguém?
- Vitor Marques: Motivação - Caixa de Pandora
- Eugen Pfister: Mais Vale ter um Plano Eficiente que Estar Motivado
O que você acha? Leia os textos e deixe sua opinião.
.
Assine nosso RSS

Engenheiro, Consultor e 

Tem-se escrito muito sobre motivação. Eu também o tenho feito. É daqueles temas apetecíveis de abordar porque se prestam à reflexão.
Prometo ser breve pois, na verdade, todos temos uma perfeita noção do que se trata. Assim, não vou discorrer sobre a motivação propriamente dita (não estou motivado para isso!) porque correria o risco de não dizer nada de novo. Vou falar de Vontade e de Vontade Inteligente, por exemplo. Topa?
Assim, se todos sabemos o que é a motivação (sem necessidade de a definir teoricamente) passemos adiante, isto é, a esta outra questão: como se motiva uma pessoa???
Pois é. Este é o grande problema. De pais, professores, chefes, gestores e de toda a gente que tem a seu cargo uma missão qualquer (ensinar, conduzir grupos, etc.). E, nesse ponto, o saber-se o que é a motivação não ajuda muito. Afinal, até os desmotivados sabem o que é a motivação e não é por isso que ficam….mais motivados!
Persuadir e motivar são dois verbos que, não sendo sinónimos, andam muito próximos quando temos pela frente a tarefa de motivar alguém para alguma coisa na vida (sair da preguiça, fazer um favor, comprar algo, deixar-nos em paz, partir para a vida, etc. etc….).
Motivar uma pessoa depende muito do esforço de persuasão. Persuadir é convencer, é motivar para algo - dizem os especialistas. Há muitas estratégias e técnicas de persuasão. Umas mais inteligentes, outras menos interessantes mas que podem ser valiosas na hora de aplicar.
Entre a motivação, a vontade e o querer
Você sabia que há diferentes estilos de motivação? A divisão mais clássica é esta: há a chamada motivação intrínseca (que nasce de dentro da pessoa e impulsiona-a para a ação pelo prazer obtido) e há a extrínseca (que resulta da certeza ou da expetativa de uma recompensa externa). É usufruindo destes dois tipos de motivação que vamos levando a nossa vida. Mas há mais a dizer sobre isto.
É que uma coisa é ter MOTIVAÇÃO e outra é CONCRETIZAR, passar à prática, obter resultados. Ora isso depende bastante da autonomia da pessoa. Quero dizer: da capacidade que a pessoa tem de conhecer seus próprios recursos e de definir seus objetivos.
Quer dizer que a motivação é uma coisa que se aprende! Aí surge o conceito de VONTADE (que os manuais de psicologia não aprofundam muito por considerarem a palavra suspeita e sujeita a más interpretações). Claro que a utilizamos todos os dias: “Tenho vontade de comer uma pizza!”. Pronto. Aí está a vontade na sua forma mais folclórica.
Mas a vontade é algo mais do que isso. Ou seja, mais do que a expressão de um desejo. Você pode ter vontade de comer pizza mas se estiver no meio do mato tem de controlar seu impulso. Não há forma de obter pizza nessa circunstância.
Adiante. Temos então que a vontade envolve:
- a capacidade de controlar impulsos;
- a capacidade para escolher;
- a capacidade para decidir,
- a capacidade para executar e
- a capacidade para adiar o prazer / recompensa!
O que é que isto tem a ver com motivação? perguntará você!
Tudo, respondo (eu). Porquê?
Porque a vontade é um hábito! Algo que se aprende a gerir. Dizia um importante psicólogo francês (Pradines) que “desenvolver a vontade consiste em adquirir hábitos de querer”. Aqui entra a inteligência (?!). Porquê? Porque há muitas formas de vontade: teimosia, fanatismo, obsessão…e temos de saber escapar das vontades….estúpidas. Percebe?
Motivação e….inteligência
Temos então vontades estúpidas (como aquelas) e vontades inteligentes. O que confere qualidade à vontade….é a inteligência. E a inteligência está agregada à personalidade da pessoa. Faz parte dela e está na base das suas escolhas, nomeadamente aquelas que são impulsionadas pela vontade.
Assim, a vontade - que é um hábito susceptível de ser aprendido - alimenta a motivação, algo mais complexo pois envolve geralmente decisões e opções mais importantes em nossa vida. A pessoa com “força de vontade” tem mais hipóteses de se auto-motivar para o que quer que lhe seja solicitado. Porque ela QUER. Não necessita de motivação exterior, de recompensas materiais ou sociais. Ela se auto-motiva porque é uma pessoa autónoma que também sabe o que QUER.
Aqui a educação dos primeiros anos de vida tem um papel poderoso. A pessoa cresce dentro do seu sentimento de autonomia e sabendo para onde quer ir não precisa que os outros a motivem. Necessita talvez que apreciem a sua força. Que não a ignorem. O elogio surge então como uma poderosa força de persuasão. Que alimenta a motivação da pessoa….
Sugestão
Na hora de contratar alguém procure saber o máximo sobre a vida da pessoa, sua força de vontade, sua auto-motivação. Se tiver esse cuidado, talvez se livre de muito trabalho extra no futuro (por exemplo: injetar motivação para tarefas e missões que exijam um grande esforço de atenção, dedicação e até paixão!).
Nelson Lima
meu blog:
http://www.inteligenciaexecutiva. blogspot.com
Olá,
Se estiverem interessados inscrevam-se na comunidade “My Inovação & Marketing”:
http://inovacaomarketing.ning.com
Cumprimentos