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E ainda tem que ser bonito?

Publicado em 26/06/2008 por bruno




O que eu previa para este post era falar um pouco sobre comportamentos e características valorizados no mundo de hoje, e de certa forma vou fazer isto, mas de maneira diferente do imaginado.

Hoje cedo, ao acordar, ligo a TV e me anunciam uma matéria sobre “carreira”.__ Que bom! __ pensei.O susto foi o conteúdo. Com a crise lá nos Estados Unidos já tem gente apelando para a cirurgia plástica em nome da competitividade. Tal senhor aumentou o queixo e jura que a promoção pode vir a qualquer momento. Já a outra deu uma “guaribada” no semblante sob pena de se tornar menos competitiva.

Não bastasse o conjunto enorme de habilidades exigidas de um profissional atualmente,o indivíduo ainda tem que dar conta de trabalhar mais de dez horas por dia e manter o ar de frescor e jovialidade.

Está certo, não é de hoje que se sabe que de alguma forma sempre houve certas vantagens para os considerados “mais belos”, mas daí ao sujeito colocar Botox para subir na vida… Mas quem sou eu para dizer se estão certos ou errados;  que seguem uma tendência, isto é claro. Aliás, nestes tempos modernos já nem é tão complicado se fazer uma “plasticazinha” por aí.

Fico pensando apenas na proporção que as coisas tomam e para onde caminha esta chamada “competitividade”. Nesta tal era do conhecimento, que para mim e para você talvez esteja sendo cheia de surpresas, emerge uma geração que podemos chamar “plug and play”. Uma geração que aprendeu a usar o mouse antes mesmo de saber limpar a… boca. Crianças que começam a aprender por si mesmas, a partir do avanço nos métodos pedagógicos e do acesso às tecnologias da informação.

Às vezes assusta pensar que em breve estes “geniozinhos” estarão por aí, competindo de formas inimagináveis num mundo em que nossas propriedades estéticas e genéticas poderão ser cada vez mais manipuladas.

Corre-se o risco do papai querer encomendar a cópia do Marlon Brando, visando o cargo do garoto. Imagina o sujeito trocar de nariz uma vez por ano para não dizerem que está “estagnado na vida”.

Brincadeiras à parte, é verdade mesmo que estas pessoas operaram seus corpos sob pena de serem excluídas do mercado de trabalho, ou em nome de se tornarem mais adaptadas.

E sinceramente, em vez de tentar dar um diagnóstico para a situação, o que eu queria mesmo é deixar para o leitor a pegunta:

Onde será que isso tudo vai parar?

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