Muitas pessoas que se graduam ficam bastante perplexas por não conseguirem vender seus serviços no mercado nem entrar em uma empresa. Isto se dá por um motivo simples:O que entendemos como sendo EDUCAÇÃO nem sempre dá conta de atender à realidade do mundo atual.
Na verdade o termo educar vem de educere, que significa extrair, trazer à tona algo que está dentro daquele que aprende. Aprender não é, de forma alguma, acumular informação ou decorar um livro inteiro de procedimentos.
Aprender é compreender o conhecimento e dialogar com ele a partir de uma postura ativa e inquisitiva, e principalmente, ser capaz de usá-lo. Isto é o que pode ser chamado de empreender com o conhecimento. Muita gente por aí anda cheio de informação na cabeça, mas não faz a mínima idéia do que fazer com ela.
Ora, informação sem empreendedorismo é como ter um carro – às vezes uma Ferrari – e não saber dirigir. Tem gente que é tão inteligente, mas tão inteligente que não faz mais nada além de ser inteligente. Conhece gente assim? São pessoas muitas vezes cultas, possuidoras de informações valiosas, mas que não aprenderam a empreender com a informação que têm.
E se a pessoa não desenvolve ao longo da vida este tipo de postura, fica mesmo difícil agir sobre o mundo, enxergando o ambiente e descobrindo soluções criativas para lidar com ele em tempo real — que é exatamente o que as empresas e o mercado esperam que você faça hoje.
Educação passiva e pouco empreendedora, eis o problema de muitos; ainda na graduação podemos perceber os reflexos disto na postura de muitos alunos, especialmente no “fervor” com que alguns realizam seus trabalhos de conclusão de curso.
Mas, como sabemos, o maior prejuízo que este tipo de “educação” acarreta não costuma ter conseqüências tão negativas em nossas vidas enquanto estamos na universidade. A coisa complica mesmo é quando saimos e vamos procurar um lugar no mundo do trabalho de hoje.
As organizações estão se tornando grandes universidades, algumas até fazendo grandes descobertas; mas são “universidades” que escolhem seus alunos a dedo. Com o aumento da complexidade dos processos e o crescimento constante da concorrência o contexto já sinaliza que agora só há mesmo lugar para pessoas criativas e empreendedoras, capazes de se diferenciar a partir de posturas ativas e responsáveis.
Entenda: as empresas não vão selecionar você apenas pelas informações que você tem. E sim pelo que você for capaz de fazer, e ainda mais pelo que você for capaz de aprender a fazer com estas informações. Não te escolherão apenas pelas respostas que você tiver, mas principalmente pela qualidade das perguntas que você faz.
A verdade é que as organizações e o mercado esperam hoje que façamos o que em geral não aprendemos a fazer na escola, que é sair do padrão, buscar espontaneamente o aprendizado, “dialogar” com as informações do ambiente e executar ações inteligentes a partir destes diálogos.
Empreender com o conhecimento, isto é o que importa!




April 9th, 2009 at 9:15 am
Bom dia!!
Matéria muito importante, estou nesse meio, mas logo-logo estaremos fazendo acontecer.
Parabéns Bruno, você acertou o que se chama de a quina do osso.
April 22nd, 2009 at 10:56 pm
Olá Afonso, obrigado pelo comentário, e com certeza, só de estar se preocupando em frequentar um portal como este, estou cero de que você fará acontecer. Quem procura acha!