Profissionais competentes precisam de ambientes arrojados!

Publicado em 25/05/2012 por Bruno Soalheiro



Toda empresa é preocupada em trazer para seu quadro os melhores profissionais. Procuram gente arrojada, dinâmica, esperta, pró ativa, responsável; tudo em busca de obter melhores resultados. E embora saibamos que o nível de qualificação geral do brasileiro ainda é baixa, muitas empresas conseguem sim, contratar gente com este perfil. E é aí que, em algumas delas, pode começar o problema.

Veja bem, se você comprar um carro esporte e colocá-lo para rodar em uma estrada de terra ou cheia de buracos, o que vai acontecer é que a velocidade deste carro, por mais potente que seja, será limitada pelas possibilidades desta estrada.

Coisa semelhante acontece em algumas empresas. Buscam no mercado profissionais arrojados, dinâmicos, realizadores, mas não apresentam um ambiente e um sistema de gestão favorável a tal postura. Resultado é que pagam por 100% da capacidade do profissional, e somente permitem que ele entregue parte disto. Em certos casos uma parte muito pequena!

Gente esperta, arrojada e realizadora precisa de liberdade para trabalhar, é como um carro potente que precisa de uma pista livre de buracos para exercer todo seu potencial. A diferença é que as pessoas, ao contrário dos carros, tomam decisões próprias, e podem rapidamente se frustrar frente a um ambiente que as impeça de desenvolver todo o seu potencial.

Por isto é muito importante que executivos e gestores de pessoas, antes de listarem todas aquelas características maravilhosas que buscam em um profissional, se façam a seguinte pergunta: Nosso sistema de gestão e nossa cultura permitem que profissionais arrojados possam desenvolver seu trabalho com liberdade?

Se a resposta for negativa, ou se contrata gente mais “reativa”, ou se modifica a cultura de gestão para permitir que gente competente possa trabalhar! Porque tenha certeza de que este profissional não vai ficar muito tempo na empresa, além de poder causar mal estar no clima com seu senso crítico afiado, apontando como o sistema é “travado”.

Ora, comprar gato por lebre às vezes a gente até entende, já que todo mundo pode se enganar. Agora, comprar uma bela de uma lebre e querer transformá-la num gato indolente, por favor né….

Até mais!



5 Comments For This Post

  1. Julio Cesar Says:

    Caro Bruno,

    Concordo plenamente que profissionais competentes precisam de ambientes arrojados, e o seu artigo contextualizou bem este tema. Contudo gostaria de compartilhar uma outra percepção: existem também empresas que – não sei se é proposital – desenvolvem muito bem seus profissionais mas não pagam por 100% de sua capacidade, talvez nem 50%! O resultado é que a empresa serve de laboratório para o profissional se desenvolver e de agregar valor em outra empresa. Um grande desperdício de conhecimento que não é ponderado por muitas organizações.

    Atenciosamente,
    Julio Cesar Gravito de Oliveira
    http://www.movimentokaizen.blogspot.com
    http://www.gestaonaeradoconhecimento.blogspot.com

  2. Gabriel Says:

    Já foi provado cientificamente que o ambiente influencia na criatividade de determinada pessoa, portanto concordo com voce, que o potencial de determinada pessoa tem relação com o ambiente e as pessoas que estão em volta dela.

  3. Vanessa Versiani Says:

    Os profissionais também devem fazer sua parte e procurar empresas cujo perfil demonstre tal arrojamento. Buscar empregos só pensando no salário é uma falha. O brasileiro ainda não trabalha com personal branding de qualidade e tem um certo receio de lidar com isso mas é fundamental para que as escolhas de carreira sejam mais acertadas, menos frustrantes.

  4. Carlos Says:

    Acho que o cara aqui acima não entendeu.

  5. Bruno Soalheiro Says:

    Srs. Obrigado pelos comentários!Cada um tem sua interpretação, segundo seus próprios pontos de vista. Uns mais tradicionais, outros menos, mas temos que respeitar todos! Um abraço!

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Autor

Bruno Soalheiro

Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.