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Diploma na mão, e agora?

Posted on 28 June 2010 by Bruno Soalheiro

Vira e mexe recebo alguns emails de leitores, em especial  estudantes e recém-graduados, relatando sobre as angústias do fim do curso e sobre as dificuldades de ingressar no mercado.

São advogados, engenheiros, psicólogos, comunicólogos, jornalistas, fisioterapeutas e outros mais; grande parte realmente perdida, sem saber por aonde ir. Por isso, embora vários posts deste blog tratem do assunto de alguma forma, desejo hoje tratar mais diretamente da pergunta: Porque eu me graduei e não consigo emprego ou clientes?

Como tenho dito, infelizmente, nossas universidades ainda hoje nos preparam tecnicamente, e nos abandonam mercadologicamente. Com isto quero dizer que você pode sair da faculdade com muito conhecimento técnico, mas sem nenhuma instrução de como ou a quem vendê-lo.

É quase como se houvesse uma demanda certa para todo serviço, e o profissional tivesse apenas que abrir um escritório, consultório ou clínica, para choverem clientes e pacientes. Ou então bastaria mostrar seu currículo por aí que o emprego “aconteceria” automaticamente.

Pois bem, sabemos que isto não acontece. Uma coisa é você ser um ótimo advogado recém-graduado, outra coisa é você conseguir um cliente que seja. É por isso que a gente vai comprar uma calça jeans nova  no shopping e encontra lá na loja aquele colega que se formou em direito, trabalhando como vendedor. Saber fazer um serviço é uma coisa, saber vender este serviço é outra, muito diferente.

Então, a sugestão que deixo aos que se encontram com o canudo nas mãos e sem saber o que fazer  é: Aprenda a fazer gestão! Não precisa fazer outro curso, basta buscar nos livros informação sobre como montar e gerir uma pequena empresa (Afinal, um escritório ou consultório são pequenas empresas; até mesmo “você” pode se considerar uma pequena empresa), ou então se informar sobre a “ciência” de se conseguir um bom emprego hoje.

Eu sei que você pode pensar: Mas eu já estudei tanto até agora, pra descobrir que preciso estudar ainda mais para ter sucesso?__. Infelizmente sim.

Por-quê? Repito: A maioria de nossas universidades ainda ensinam o conhecimento técnico/científicio desconectado da realidade mercadológica. Te ensinam a fazer pão, mas não a vendê-lo!

Eu , como psicólogo, vivi na pele isto. Quando me formei tinha conhecimento técnico na cabeça, mas não sabia como vender. Tive que aprender sozinho a fazer marketing e gestão de minha vida profissional. Só assim consegui sobreviver, mas foi uma experiência tão desafiadora, que acabei escrevendo até um livro a respeito do tema. A pergunta é:

Como fazer de sua profissão um negócio bem sucedido?

É claro que se você fez seu curso superior apenas para conhecimento próprio, e não precisa dele pra viver, pode se dar ao luxo de não querer transformá-lo em um negócio. Mas quanto a mim e aos milhares de pessoas que se formaram para ter uma profissão, e viver dela, é imprescindível saber como transformar o conhecimento em algo rentável. Como? Gestão, gestão e gestão!

Até mais!

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Carreira no serviço público = Moleza?

Posted on 11 May 2010 by Bruno Soalheiro

Em alguns momentos de minha vida, bem no início da minha carreira, cogitei seriamente a possibilidade de fazer um concurso público como forma de me estabilizar; no fim das contas acabei não fazendo, pois portas diferentes se abriram para mim.

Confesso que, particularmente, sempre tive algum preconceito com o serviço público e esta opção era tratada por mim como uma segunda alternativa, caso eu não me desse bem em meus planos principais. Hoje em dia, embora não tenha escolhido este caminho, já amadureci o suficiente para saber que na esfera pública podemos ter gente “boa de serviço” e também gente “ruim de serviço”, como em qualquer lugar.

Portanto; preconceitos à parte; neste post quero apenas ponderar um pouco sobre as razões pelas quais podemos ou não escolher este caminho.

A motivação de escrever sobre isto surgiu porque alguns colegas já vieram até mim comentando que estavam optando por esta alternativa; e também porquê parece haver por aí muita gente jovem que encara esta como uma espécie de solução para todos os problemas.

Alguns destes -eu reconheço- realmente entusiasmados com a possibilidade de trabalhar e fazer carreira; mas infelizmente, a maioria deixando bem claro que só querem “se encostar” e ganhar um bom dinheiro, trabalhando pouco. É especialmente para estes a minha mensagem.

Muita gente pensa: __ Fazer um concurso público! Imagina que beleza! Salário bom, o trabalho não varia tanto, não muda muito com o tempo, e ainda existe a bendita estabilidade! Ou Seja, não é preciso esforço algum e o sujeito está garantido para o resto da vida! Correto?

Não necessariamente.

No mês de junho de 2007 (vejam que já tem um bom tempo…) a revista Veja publicou uma matéria muito interessante falando sobre a nova cara do serviço público no país. Dizia que no ano de 2008 seriam abertos mais de cem mil postos de trabalho no governo, para diferentes níveis de instrução e escolaridade.

Mas o mais interessante nesta matéria é que ela enfatizava muito as transformações impressionantes pelas quais o serviço público tem passado nos últimos anos, e que vieram culminar na situação que temos hoje, em que os benefícios e desafios em um cargo no governo podem ser até mesmo maiores que em uma empresa privada. Da mesma forma, programas de desenvolvimento e avaliação de desempenho estão sendo implantados para medir e melhorar a performance das pessoas que ali trabalham.

Ou seja, ser funcionário público está deixandoi de ser “falta de opção” ou escolha de quem quer “moleza” ,como se falava muito até algum tempo atrás, para ser uma “escolha consciente” de um número cada vez maior de brasileiros, inclusive aqueles que acabam de sair da universidade.

Reconheço que fiquei surpreso ao ler a matéria, pois na verdade, raramente conheci na universidade pessoas com o sonho de se tornarem funcionários públicos, a não ser em caso de juízes e procuradores, na área do Direito. Notei que esta opção começava a surgir em alguns apenas quando percebiam que o “sonho” que alimentaram inicialmente não ia acontecer de maneira fácil.

Mas parece que agora o quadro mudou, e com a vantagem de que o serviço público, embora não garanta nada, oferece sim um pouco de mais estabilidade, o que dá muito mais “tranqüilidade” para o empregado.

Portanto, “pode ser” uma boa escolha! Digo, “pode ser”, porque uma escolha como esta é algo que deve de se basear em aspectos muito mais amplos do que apenas o viés econômico.

É muito bom ver que o serviço público em nosso país está evoluindo e se tornando mais profissionalizado, oferecendo possibilidades reais de trabalho desafiador e enriquecedor aos brasileiros. Sabemos que há ainda MUITO  o que fazer, claro. Mas precisamos  acabar com o preconceito e a idéia de que é um lugar para as pessoas “se encostarem” caso queiram levar uma vida mais fácil, senão nós mesmo perpetuaremos isto.

Por isto a sugestão: Escolha o que escolher, procure fazer uma opção consciente e honesta consigo, não faça só pelo dinheiro ou por uma pretensa estabilidade. É bastante possível hoje encontrar um cargo público que esteja relacionado aos seus desejos profissionais, oferecendo desafios e oportunidade de crescimento! Afinal, fazer concurso é uma coisa, “vender a alma“ é outra.

Estou certo de que, escolhendo este caminho de maneira consciente e responsável, você não apenas “terá” um ótimo trabalho, como também “fará” um ótimo trabalho, servindo com competência aqueles que precisam. E lógico, o Brasil agradece!

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Humildade com assertividade

Posted on 14 April 2010 by Bruno Soalheiro

Ninguém discute o fato de que  a humildade é vista como uma característica positiva nas pessoas; seja na vida pessoal ou no ambiente de trabalho. Pessoas que, apesar de sua competência ou qualidades, sabem se manter saudavelmente humildes, costumam ser queridas e apreciadas.

Entretanto, no mundo corporativo podem acontecer algumas situações nas quais certos indivíduos têm dificuldade de se mostrarem humildes de forma assertiva. A humildade neste caso ganha eventualmente ares de submissão, o que pode ser contraproducente.

Este costuma ser o caso de alguns jovens profissionais, ou mesmo de profissionais recém-promovidos, que passam de cargos especializados para níveis de gestão. Muitas vezes acontece de estes profissionais, em seu novo papel, terem de “confrontar” pessoas que até pouco antes eram seus “superiores”.

Embora toda organização busque sempre caminhar para os mesmos rumos, existem sim divergências entre pessoas e departamentos que, muitas vezes, demandam atitudes “firmes” dos profissionais em nível gerencial ou mesmo de supervisão.

Eu mesmo já me peguei por diversas vezes agindo de maneira quase submissa, em situações nas quais eu tinha todo direito e poder para “exigir” determinados procedimentos. Fiz isto justamente por confundir humildade com submissão; sem perceber. A conseqüência é que nestas vezes acabei passando a imagem de um gestor “vacilante” que não sabe defender seus pontos de vista.

Claro que, após amadurecer dentro do cargo, passei a perceber mais claramente que posso – e devo – ser extremamente firme em diversas situações, mesmo que isto signifique emitir opiniões contrárias à de um gerente ou diretor “velho de casa”. Nem preciso dizer que nestes casos a opinião deve ser lógica, e bem embasada.

Exercer a humildade com assertividade é exatamente saber se expressar com a firmeza necessária ao momento, sem perder o respeito pelos colegas. É achar o equilíbrio entre aquele “medo” que aparece frente aos grandes, e a necessidade de colocar seu ponto de vista com toda a energia que se espera de um gestor.

A prática desta humildade assertiva é com certeza uma bela forma de fazer as pessoas entenderem que podemos ser gentis, educados, humildes, mas deixando bem claro que exigimos respeito e fazemos valer, na hora em que é preciso, nossa posição de gestores.

Até mais.

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Planejando você em 2010! (Parte II)

Posted on 25 January 2010 by Bruno Soalheiro

Vimos no post anterior os passos de um planejamento básico e simples, no qual elaboramos nossa Visão de futuro, que é o que nos guiará durante a caminhada.

Agora que já sabemos aonde queremos chegar, a pergunta passa a ser:

O que eu preciso para chegar lá?

Aqui você começa a fazer um exercício de imaginação. É o momento em que se busca mapear tudo que será necessário para sair de onde você está e chegar até onde você quer ir.

Quais os melhores caminhos para alcançar seus objetivos? O que você precisa saber fazer para chegar lá? O que não pode deixar de saber? Enfim, quais são os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias a consecução de sua Visão?

Vamos chamar isto de “Fatores Críticos de Sucesso”, ou seja, é o que é determinante para que você alcance o que quer.

Seguindo o exemplo do advogado (post anterior), alguns fatores críticos de sucesso para o alcance da Visão lá definida são:

Fatores críticos de sucesso:

Conhecer a fundo as teorias do Direito Empresarial

Habilidades em marketing pessoal para se tornar conhecido

Habilidades de falar bem em público e fazer palestras,

Descobrir como e quando entrar no Mestrado;

Capacidade de formar parcerias profissionais e desenvolver contatos.

Você percebe como estes são fatores que não podem faltar para que o advogado “saia de onde está” e “chegue aonde quer”?

Resumindo é mais ou menos assim:

1 – O “onde estou” é o momento presente: no caso do exemplo: Com um diploma de direito e sem trabalho”.

2 – O “para onde quero ir” é a Visão.

3 – E o “o que eu preciso para chegar lá” são os fatores críticos de sucesso!

Agora que você já sabe “onde está; aonde quer chegar, e o que é indispensável para conseguir isto”, tudo fica mais simples. Claro que usei a profissão de advogado apenas como exemplo, o que você deve fazer agora é responder às três perguntas segundo a sua realidade.

Ação, ação, ação!

Bem, o que vimos acima foi uma sugestão básica de planejamento.

Agora vou mostrar um método de ação muito útil na hora de desenvolver cada um de seus fatores críticos de sucesso. O método é simples e consiste basicamente em se fazer seis perguntas. Quer dizer, agora não, só no próximo post!

Até lá!

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Planejando você em 2010! (Parte I)

Posted on 12 January 2010 by Bruno Soalheiro

 

Se você é uma pessoa que tem o costume de ler este Blog, ou se chegou aqui através de pesquisa na WEB, provavelmente é alguém interessado e, pelo menos parcialmente informado sobre os desafios do mundo atual do trabalho. Informado a ponto de saber que o profissional de hoje deve assumir inteiramente a responsabilidade por seu desenvolvimento, e que isto envolve necessariamente planejar.

O objetivo deste post, e de alguns próximos que virão, é aproveitar o clima de início de ano para dar aos profissionais, especialmente aos recém -graduados, algumas sugestões sobre como se planejarem para entrar no mercado, ou evoluir em suas carreiras. Mas entenda que o objetivo aqui não é traçar um planejamento complexo, e sim sugerir um método para ajudá-lo a organizar suas idéias e partir para a ação.

Note que se você é alguém acostumado à literatura sobre carreira e gestão, talvez considere esta série de posts bastante primária, mas para a grande maioria de jovens profissionais que hoje entra no mercado, creio que ela terá muito valor, por mais simples que seja. E claro, nem preciso dizer que a metodologia aqui apresentada só funciona se você tiver um mínimo de disciplina e colocar em prática não é?

 

Perguntas importantes!

Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve, concorda? Definitivamente esta não é uma maneira muito inteligente de construir sua carreira. O fato de o ambiente atual estar incerto não é motivo para desistirmos de fazer planos razoavelmente previsíveis. Pelo contrário, neste tipo de ambiente é ainda mais imprescindível procurarmos uma bússola a partir da qual nos orientarmos.

O negócio aqui é saber fazer perguntas importantes sobre si mesmo! Este é um ponto fundamental:

Faça perguntas importantes sobre si mesmo e seu futuro!

A vantagem de se fazer determinadas perguntas, e respondê-las, é que tudo aquilo que “gira” em sua cabeça começa a ser ordenado, o que acaba por oferecer uma visão muito mais clara do caminho a ser percorrido. O primeiro passo de qualquer carreira é descobrir onde você está e comparar isto com onde você quer chegar, para aí sim descobrir o que deve ser feito para percorrer esta distância. Então, a primeira pergunta importante a ser feita é:

Onde estou? (Em que ponto você se encontra agora?)

Esta pergunta tem o objetivo de fazer você olhar para si mesmo e se conscientizar de sua posição. O importante é ser honesto consigo mesmo, perceber o ambiente ao seu redor e analisar sua capacidade de “entrar no jogo” neste momento. Vamos supor que você diga: Sou um advogado com um diploma nas mãos e sem saber muito bem o que fazer! Bem, já é uma resposta. É muito importante que esta resposta seja honesta! Uma vez que você responde isto, a pergunta passa a ser:

Para onde quero ir?

Neste momento tire o olhar do presente e passe a projetar uma possível imagem sua no futuro. Que tipo de pessoa e profissional você pretende se tornar? Quais são as suas metas? Em que negócios e mercados pretende atuar? Quer ser empregado? Empresário? Passar no concurso? Virar executivo? Abrir um bar? Aonde afinal quer chegar nesta vida? Não, não é simples, pode ser que você precise de horas, ou dias para isto.

Isto é o que vamos chamar de sua Visão. Note que sua Visão é sempre orientada para o futuro. Uma noção clara do lugar que você quer ocupar em um determinado período de tempo. Ter esta visão esboçada claramente é uma forma de não perder o foco nas ações cotidianas e sempre saber que você está em busca de um objetivo maior.

Ainda acompanhando o exemplo, vamos supor que você é este advogado que acaba de se graduar e está com um diploma nas mãos e sem trabalho. Você então começa a se investigar e a imaginar aonde quer chegar, aí esboça isto na sua Visão:

Exemplo: “Daqui a 3 anos, ou seja, até o ano 2013 quero ser um advogado conhecido em minha cidade, trabalharei com direito empresarial, estarei com meu mestrado concluído e dando aulas na faculdade local. Também farei palestras sobre direito empresarial em diversas universidades, tendo isto como uma de minhas fontes de renda”.

Veja que aqui temos uma Visão definida com uma data específica para se realizar. Isto não significa que as coisas vão acontecer exatamente assim, mas reforço que é importante ter este tipo de referencial para que se possa manter o foco. Decidida a Visão, partimos para um ponto altamente importante, que é a definição de fatores imprescindíveis para que você, como advogado, consiga alcançar sua Visão.

Na verdade, estes fatores são um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para tornar sua Visão uma realidade, e costumam ser uma mistura daquilo que você aprendeu na universidade, com o que deverá desenvolver por conta própria para ser competitivo. Estes fatores são a resposta à pergunta seguinte.

Mas isto é assunto para o próximo post!

Até lá!

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Reflexões para 2010! Minha humilde contribuição.

Posted on 23 December 2009 by Bruno Soalheiro

Enfim, o  ano está acabando ! E como sempre todos  nós buscando renovação e força para as batalhas que estão por vir. Por isto, embora este seja um blog sobre carreira, quero hoje falar de algo um pouquinho mais abrangente:  Vida! E para isto escolhi um texto antigo meu, porém inédito neste blog, e que acredito, talvez possa  contribuir para alguma reflexão relevante em nossas vidas. Àqueles que leram e comentaram meus textos durante o ano,  ( e também àqueles que não comentaram!),  MUITO OBRIGADO, e fica aqui minha humilde contribuição para novas etapas;  uma contribuição que nada mais é que um convite a um;

Feliz comportamento novo!

Na faculdade de psicologia eu sempre ficava encafifado com a chamada Análise Experimental do Comportamento, uma prática científica embasada no “Behaviorismo”, e que tem entre seus pressupostos a afirmativa de que podemos entender as pessoas através de seu comportamento.

O motivo de meu “encafifamento”, é que tal abordagem sempre valorizou muito pouco o que se chama de subjetividade, preferindo se ater ao que pode ser positivamente verificável, observável e mensurável.

Mas já ficaram para trás minhas angústias de estudante de psicologia e devo dizer que, sem desprezar a subjetividade das pessoas, tenho cada vez mais a tendência de considerar que “comportamento” é realmente uma grande variável a ser usada para verificar evoluções (ou não) na vida de um ser humano.

Fim de ano é sempre a mesma coisa: emoção, revisão, coração… Muita tendência de mudança, abertura ao novo e, para alguns, planejamento para dias melhores, mais saudáveis, mais organizados e acima de tudo, mais felizes.

Acontece que, geralmente, somos muito “subjetivos” e pouco “comportamentais” nas resoluções tomadas. As palavras são bonitas, os sentimentos arrebatam, a poesia das letras se torna mais perceptível, o coração se enche de boas intenções e… O comportamento permanece o mesmo.

É o caso do homem que faz um belo discurso na ceia de natal, mas não tem paciência com a esposa e filhos; é o estudante que se enche de “vontade de mudar” e continua dormindo até o meio dia e resistindo às leituras; é a pessoa que compra e lê um livro sobre “como ser mais gentil” e continua sendo grossa com todos. (inclusive com o vendedor do livro).

De boas intenções o mundo (para não dizer outro lugar) está cheio. Mudar é muito menos reflexão – e muito mais ação – do que pensamos. De que adiantam belas palavras e lindos cartões se você sequer consegue ficar sem gritar com aqueles que te aborrecem.

Toda a onda de sentimentos que nos invade nos finais de ano é sim, muito benéfica, e serve para reforçar cada vez mais a evolução moral, emocional e espiritual do ser humano.

Acontece que toda esta evolução apenas se efetiva na prática a partir de algo definido por esta palavra: comportamento.

Por isso minha contribuiição – porque não sou pretensioso ao ponto de dar conselhos – àqueles que querem mudar, crescer, evoluir ou melhorar seja lá o que for, é:

Observe suas ações, as mais corriqueiras, as mais cotidianas, as menos (menos?) importantes, enfim, aquelas que tomamos em relação às pessoas à nossa volta e que às vezes estão tão automatizadas e enraizadas, que nos esquecemos de incluí-las em nossos planos de mudança; pelo menos de maneira prática.

Sonhar é bom, crescer é maravilhoso, aprender refresca a alma e mudar é algo magnífico na vida qualquer ser humano; portanto mude, mas não mude só na base, só no íntimo, ou no mais fundo de seu ser.

Mude também no “raso” de sua alma, no brilho dos seus olhos, no calor de seus abraços e na ponta de sua língua; pois as pessoas não vêem e não sentem o que está lá dentro, mas somente aquilo que você mostra a elas.

Um grande abraço, boas festas, muita saúde e claro: Feliz comportamento novo para todos nós em 2010!

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A coragem de errar. (Ou acertar)

Posted on 10 December 2009 by Bruno Soalheiro

mistakeQuando o fim do ano se aproxima, alguns de nós temos o costume de começar a rever aquilo que foi feito de bom, e também o que não foi tão bom assim em nossas vidas. No que diz respeito à vida profissional esta avaliação geralmente enfoca aspectos como relacionamento no ambiente de trabalho e desempenho no que diz respeito à realização de tarefas específicas.

Se você ainda não começou o seu “balanço”, deixo a sugestão de começar logo a fazê-lo, pois este é um hábito muito rico que pode nos ajudar a identificar pontos fracos e fortes para nosso desenvolvimento. Mas cuidado; não se deixe abalar caso descubra que cometeu alguns erros pelo caminho. Isto porque erros nem sempre são sinal de incompetência; algumas vezes pode até mesmo ser o contrário.

Fazendo meu próprio balanço descobri que neste ano errei diversas vezes. Alguns erros foram relativamente grandes e nada trouxeram de bom, muitos outros foram pequenos erros cujas conseqüências puderam ser sanadas sem maiores danos. Mas em especial ficou marcada uma situação na qual cometi um “erro”, e sofri conseqüências inusitadas.

A questão foi que resolvi agir em uma situação que precisava de “ação imediata”, mas na qual eu não me sentia totalmente seguro. Embora eu houvesse já iniciado a busca pelos elementos que me permitiriam um posicionamento claro, o outro lado precisava com urgência de uma resposta. Foi então que decidi me posicionar, mesmo com os poucos elementos  disponíveis que tinha, e enviei a resposta com as ações a serem tomadas.  24 horas depois recebi as informações que faltavam e minha reação foi: Errei!

Três dias depois toca o telefone e o chefe me chama. Gelei. Mas fazer o que, engoli seco e subi as escadas já esperando pela “paulada” na cabeça. Chegando lá me olhou seriamente e soltou:

__ Bruno, você tomou uma decisão na semana passada, a respeito de nossos fornecedores, e o resultado é que acabamos pagando 12% a mais!  (Breve Pausa)…__Meus parabéns!

__ Você está me dando parabéns porque acabei autorizando um serviço que custou mais caro, em vez de esperar o fornecedor mais barato?

__ Não! Estou te parabenizando por avaliar a urgência da situação e entender que não poderíamos esperar pela resposta do fornecedor mais econômico. Caso não tivéssemos fechado com este o prejuízo seria bem maior, especialmente no relacionamento com nosso cliente.

Pois vejam, assumi o risco de errar e fui parabenizado. É claro que em outras vezes assumi o mesmo risco e não recebi os parabéns, pois o erro foi um “erro” mesmo, e não trouxe nada de positivo. De qualquer forma o que quero dizer é: Só não erra quem não arrisca.

Se você não cometeu sequer um erro ou engano ao longo do ano, pode ser que isto seja um sinal de que você ousou muito pouco; que fez o que sempre fez, da forma que sempre faz. Acredite: Isto não é exatamente algo positivo.

O profissional que erra é muitas vezes o profissional que busca melhorar processos ou se arrisca tomando decisões importantes. É claro que assumir riscos calculados é bem diferente do que sair se atrapalhando com tudo pelo caminho. A qualidade nos processos cotidianos deve ser uma busca constante, só não devemos é abandonar o ímpeto de crescer, ou fraquejar diante de uma situação nebulosa, paralisados pelo medo de errar.

Afinal, como disse Dale Carnegie: Se você puder se assegurar de estar totalmente certo pelo menos 51% das vezes, pode ir a um cassino e ficar rico hoje mesmo!

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Um brinde à realização!

Posted on 18 November 2009 by Bruno Soalheiro

200127437-001Estamos comemorando nestes dias a “Semana Global do Empreendedorismo”, um movimento mundial  que busca despertar esta atitude – empreendedorismo- que é tão magnífica quanto necessária ao ser humano; mais ainda, um movimento que tem verdadeiramente condições de mudar drasticamente a vida de muitas pessoas na face da terra. Diversos canais de TV, universidades e veículos de comunicação estão engajados desta vez,  e vemos que a cada ano a iniciativa torna-se mais popular e acessível.

Mas enfim, porque tanto alvoroço em torno deste tal “empreendedorismo”?

É simples: Porque tudo o que existe, existe graças a um ato empreendedor.

Em um de seus divertidos livros de charges, o cartunista Scott Adams, criador de “Dilbert” (Comédia sobre a vida corporativa) brinca dizendo  que 100% do que foi criado no mundo foi feito por apenas 1% das pessoas. Não creio que a porcentagem seja tão radical quanto sugere Adams em sua brincadeira, mas é bem claro que podemos tornar nossos cidadãos muito mais empreendedores do que são hoje, e o ganho com isto seria absurdamente positivo para todos!

Este tal empreendedorismo parece mesmo ser um comportamento capaz de gerar mudanças avassaladoras na vida das pessoas,  sempre para melhor; e se você pensar bem verá que provavelmente tudo à sua volta foi obra do empreendedorismo de alguém.

A Tv que você assiste, seu carro, suas roupas, seus móveis, seu lazer, sua diversão,  sua comida, seu conforto, até sua escova de dentes; tudo isto existe apenas porque alguém resolveu criar, produzir, melhorar, vender, realizar alguma coisa. Nada surge do vento, alguém criou cada coisa que vemos  e usamos todos os dias. Sem empreendedorismo não haveria quase nada, nem mesmo o emprego! O mundo em si, com toda sua beleza, é um tremendo ato empreendedor por parte de Deus.

Fico chateado às vezes ao ver algumas pessoas resistindo a uma das faces mais interessantes do empreendedorismo – tornar-se empresário –  como se a vontade de desenvolver um negócio fosse idéia de neoliberal direitista que só se importa com o capital.

Eu mesmo participei de um seminário de Recursos Humanos, realizado em 2008 pelo conselho de Psicologia de Minas Gerais; no qual um diretor do Sindicato dos Psicólogos praticamente zombou daquele profissional que monta seu negócio, chamando-o de “P-jotinha”, e dizendo que o bom mesmo é arranjar emprego, lutar por piso salarial e diminuição da jornada de trabalho! E dizendo que os empresários “têm que nos dar empregos”… Como se as pessoas já nascessem empresárias.

Tudo bem, lutar por emprego e melhores condições é também uma atitude empreendedora; é movimento, é ação; mas muita gente deixa de se unir para começar alguma coisa acreditando que “alguém” deve sempre prover emprego para ela. É possível sim, ser um empregado empreendedor; mas se todos nós quisermos empregos, quem é que vai “gerar” empregos neste país?

É muito claro hoje para qualquer nação que, ensinar sua população a gerar renda é a melhor forma de conseguir melhorar as condições sociais. Precisamos de mais empregos sim, e justamente por isto precisamos de mais empresas também; o que só será conseguido disseminando a mentalidade de que ter seu próprio negócio é uma opção boa, inteligente e saudável, assim com arranjar um bom emprego.

Ser empreendedor não é apenas ter seu negócio, claro; mas ter seu próprio negócio é uma das possibilidades mais maravilhosas do empreendedorismo, por que pode criar riqueza e oportunidade para você e para outros ao seu redor.

A verdade é que precisamos de empregos, de empresas e de empreendedores,  e mais importante, precisamos mostrar às pessoas, mesmo às mais simples, que elas não precisam depender da sorte, do acaso ou da benevolência do sistema. Elas podem sim, a partir da aquisição e aplicação do conhecimento empreendedor, construir um mundo mais criativo, mais justo e mais rico, seja encontrando um bom trabalho para elas mesmas ou, melhor ainda, montando um negócio que poderá gerar prosperidade para muitos que estão ao seu redor.

Um brinde a isso!

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Maturidade, profissionalismo e comunicação!

Posted on 19 October 2009 by Bruno Soalheiro

sabotageEmpresas que atuam e são competitivas no mercado, sejam elas nacionais ou multinacionais, são formadas por pessoas maduras, equilibradas, e que colocam constantemente o profissionalismo acima de quaisquer pirraças pessoais, correto?

Correto! Papai Noel também existe e o natal está quase chegando, façam seus pedidos.

É triste, mas fico cada vez mais impressionado com algumas atitudes que contrariam o mais básico do bom senso no ambiente profissional.  Como gestor de RH, costumo ser o centro para qual convergem todos os problemas de relacionamento que, de uma forma ou outra, acabam se refletindo na produtividade da empresa.

Tudo bem, falo de gente com apenas  40, 50 anos de idade (cronológica), que “se esquece” de passar uma determinada informação a um certo colega, ou “atrasa” algum fluxo de trabalho por distração. O curioso é que a distração e o esquecimento são extremamente  seletivos, e apenas atingem alguns determinados grupos ou pessoas.

De verdade, como psicólogo, ( e também como gestor de pessoas), sei que esperar espontaneamente bom senso das pessoas, é pedir demais; eu reconheço. Ainda assim, tem gente que faz cada coisa que é de levantar os cabelos!

Está certo também que muitas vezes as empresas não têm qualquer programa de gerenciamento de conflitos ou melhoria dos relacionamentos no ambiente de trabalho; mas mesmo assim não é de esperar que gente “crescida” sabote serviços por conta de algo como “fiquei de mal” ou disputas de cunho pessoal.

Mas deixando de lado as ironias, convido-o seriamente a refletir, seja como empregado ou gestor, sobre o que leva as pessoas a tomar tais atitudes e como agir para evitá-las. Algumas vezes – parece brincadeira – mas acontece até com a gente.

Olhar de fora uma situação é fácil, mas quando estamos envolvidos podemos vir a sabotar situações ou pessoas de forma tão velada que nem mesmo nós nos damos conta. E o mais impressionante é que a forma de resolver isto, seja em nós mesmos ou nos grupos que gerenciamos, é a mesma há centenas de anos: Comunicação honesta e assertiva!

Percepções são muitas vezes cristalizadas, e pessoas passam dias, meses, anos, pirraçando umas com as outras por simples falta de comunicação. Eu achei isto…. Eu pensava que… Fulano me olhou assim… Alguém me disse que o outro ouviu… E pronto, está formado o jardim de infância!

Já vi gente ser desligada de projetos por causa de atitudes infantis a ponto de quase saírem às “vias de fato”, quando a situação poderia ser resolvida a partir de comunicação serena e adulta.

Se a empresa na qual você trabalha não tem nenhum programa voltado à melhoria das relações interpessoais, faça uma sugestão para que o implantem; se nada for feito, tente garantir que pelo menos você, e quem estiver à sua volta, saiba contornar tais “animosidades” através de uma conversa sincera e bem orientada, antes de chutar, ou quem sabe “furar” o balde.

Promova a comunicação em seu ambiente de trabalho, senão, sinceramente, daqui uns dias alguém vai chegar perguntando pelo Gervásio do setor de logística e vão dizer: __ Ah sim, o Gervásio, ele ta ali…  No canto… De castigo!!!

Até mais!

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O hábito de melhorar

Posted on 03 October 2009 by Bruno Soalheiro

mirrorEscrever tem sido para mim fonte de agradáveis surpresas. É mesmo bastante recompensador receber comentários sobre meus textos, e em alguns casos agradecimentos de pessoas que consideram ter encontrado  informação e inspiração para a vida profissional.

Interessante é que tanto quanto, ou mesmo até  mais que os me dão a honra de ler este blog, eu também acabo crescendo através das linhas que escrevo. Isto porque escrever é necessariamente refletir, analisar, organizar idéias e tentar expressá-las de forma coerente e interessante.

A cada texto é preciso exercitar a mente tentando encontrar uma reflexão que seja pertinente e contenha uma mensagem completa, embora breve e direta. E é este exercício que quero ressaltar hoje. A importância de, constantemente, nos dedicarmos à tarefa de rever e analisar nossas ações em busca de aprimoramento.

Lendo biografias de grandes empresários e pessoas reconhecidas por sua capacidade de evoluir e se superar, pude notar que a “revisão de vida” é uma característica presente em muitos deles. Um inclusive tinha o hábito de anotar as atitudes que considerava inadequadas durante a semana para, aos sábados, sentar-se durante a tarde em sua biblioteca e refletir sobre como poderia melhorar na próxima semana.

Convenhamos que, na pressa cotidiana que vivemos hoje, não é raro passarmos semanas e meses sem pararmos para avaliar nossas atitudes e entrarmos em contato conosco, buscando evoluir. Ligamos o piloto automático e vamos passando pela vida levados pelos compromissos inadiáveis, entre lanches fast-food e trânsito caótico. O olhar está sempre para fora, e cabeça tem poucos momentos de paz diante do turbilhão que é a vida na modernidade. Temos tempo para muita coisa, menos para nós mesmos, para o crescimento próprio.

Ora, crescer, como ser humano ou como profissional, depende necessariamente de tempo de qualidade consigo mesmo e visão crítica sobre nosso comportamento cotidiano. Amadurecer e tornar-se melhor não é um processo aleatório à mercê das contingências da vida, e sim uma caminhada consciente na qual o estudo de si mesmo tem papel fundamental.

Por isso, se você me deu a honra de ler este texto em busca de alguma informação relevante para sua carreira (e sua vida), quero sugerir que tire um pouco de tempo dedicando-se também a ler a si mesmo, sua realidade, seu comportamento e sua postura perante a vida. Sugiro mais, procure estabelecer períodos constantes para avaliar a si mesmo e ver como é possível evoluir. Você vai se surpreender com a força deste exercício.

É apenas através de reflexão incansável e trabalho contínuo que podemos intensificar o sentido de nossa existência. A vida é um presente muito bom para que a vivamos levados pela maré. Seja qual seu momento e sua realidade hoje, saiba que é possível mudar, crescer e superar tudo; basta olhar para si mesmo com olhos atentos, fazer-se as perguntas certas e deixar o coração responder. Sermos melhores a cada dia é um dever de todos nós.

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Autor

Bruno Soalheiro

Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.