Arquivo | Competitividade

Tags: ,

Diploma na mão, e agora?

Posted on 28 June 2010 by Bruno Soalheiro

Vira e mexe recebo alguns emails de leitores, em especial  estudantes e recém-graduados, relatando sobre as angústias do fim do curso e sobre as dificuldades de ingressar no mercado.

São advogados, engenheiros, psicólogos, comunicólogos, jornalistas, fisioterapeutas e outros mais; grande parte realmente perdida, sem saber por aonde ir. Por isso, embora vários posts deste blog tratem do assunto de alguma forma, desejo hoje tratar mais diretamente da pergunta: Porque eu me graduei e não consigo emprego ou clientes?

Como tenho dito, infelizmente, nossas universidades ainda hoje nos preparam tecnicamente, e nos abandonam mercadologicamente. Com isto quero dizer que você pode sair da faculdade com muito conhecimento técnico, mas sem nenhuma instrução de como ou a quem vendê-lo.

É quase como se houvesse uma demanda certa para todo serviço, e o profissional tivesse apenas que abrir um escritório, consultório ou clínica, para choverem clientes e pacientes. Ou então bastaria mostrar seu currículo por aí que o emprego “aconteceria” automaticamente.

Pois bem, sabemos que isto não acontece. Uma coisa é você ser um ótimo advogado recém-graduado, outra coisa é você conseguir um cliente que seja. É por isso que a gente vai comprar uma calça jeans nova  no shopping e encontra lá na loja aquele colega que se formou em direito, trabalhando como vendedor. Saber fazer um serviço é uma coisa, saber vender este serviço é outra, muito diferente.

Então, a sugestão que deixo aos que se encontram com o canudo nas mãos e sem saber o que fazer  é: Aprenda a fazer gestão! Não precisa fazer outro curso, basta buscar nos livros informação sobre como montar e gerir uma pequena empresa (Afinal, um escritório ou consultório são pequenas empresas; até mesmo “você” pode se considerar uma pequena empresa), ou então se informar sobre a “ciência” de se conseguir um bom emprego hoje.

Eu sei que você pode pensar: Mas eu já estudei tanto até agora, pra descobrir que preciso estudar ainda mais para ter sucesso?__. Infelizmente sim.

Por-quê? Repito: A maioria de nossas universidades ainda ensinam o conhecimento técnico/científicio desconectado da realidade mercadológica. Te ensinam a fazer pão, mas não a vendê-lo!

Eu , como psicólogo, vivi na pele isto. Quando me formei tinha conhecimento técnico na cabeça, mas não sabia como vender. Tive que aprender sozinho a fazer marketing e gestão de minha vida profissional. Só assim consegui sobreviver, mas foi uma experiência tão desafiadora, que acabei escrevendo até um livro a respeito do tema. A pergunta é:

Como fazer de sua profissão um negócio bem sucedido?

É claro que se você fez seu curso superior apenas para conhecimento próprio, e não precisa dele pra viver, pode se dar ao luxo de não querer transformá-lo em um negócio. Mas quanto a mim e aos milhares de pessoas que se formaram para ter uma profissão, e viver dela, é imprescindível saber como transformar o conhecimento em algo rentável. Como? Gestão, gestão e gestão!

Até mais!

Comments (1)

Tags: , ,

Competência técnica X competência comportamental

Posted on 01 June 2010 by Bruno Soalheiro

 Este post foi inspirado em uma situação interessante que me ocorreu quando  ainda atuava como consultor independente.  Na época eu  fazia trabalhos de recrutamento e seleção, e me apareceu como cliente um senhor, gerente de uma pequena distribuidora , procurando uma secretária para atender seus principais clientes e fornecedores.

Como jovem consultor que eu era, e querendo mostrar serviço, fiquei bastante focado em fazer uma ótima análise técnica do currículo de cada candidata que encontrei, buscando aquelas com maior experiência e conhecimento de ferramentas relacionadas a secretariado. O problema é que, dias depois, meu prazo estava quase esgotado e eu tinha apenas 2 candidatas consideradas boas, sendo que pelo contrato ,eu deveria apresentar pelo menos 3, para que o cliente escolhesse uma.

Sem conseguir achar uma terceira candidata que estivesse 100% ao meu gosto, resolvi inserir no processo uma jovem muito simpática, mas com menos experiência, imaginando que seria imediatamente descartada perante as outras.

Qual não foi então minha surpresa quando, ao me chamar no escritório, o cliente disse que a escolhida era a jovem simpática com pouca experiência. Justamente a que eu julgava menos indicada!

Como sou muito curioso e fiquei realmente surpreso, a conversa que se seguiu foi mais ou menos assim:

__ Então o Sr. escolheu a candidata X, fico feliz que tenha gostado, mas por curiosidade, esta candidata me pareceu a menos experiente das três…

__ E é! _ retrucou o cliente.__.

__ Mas então o Sr. está ciente de que escolheu a menos experiente! Considera que as outras estavam muito qualificadas para a posição?__.

__ De forma alguma, as outras eram tecnicamente adequadas, mas não demais. Apenas escolhi a terceira por ser a melhor!__.

__ O Sr. me perdoe a curiosidade, mas se é a menos experiente, o que faz dela a melhor? __ .perguntei.__.

__ Isto é simples; ela é a mais simpática e de melhor temperamento, além de muito esperta! Aliás, das outras duas, uma é medianamente simpática, e a outra me parecia altamente entediada com a vida __.

__ Entendo – disse eu – mas o Sr. prefere uma pessoa simpática do que alguém tecnicamente mais capacitado?__.

__ Para este cargo, com certeza!  Você está surpreso?__.

Naturalmente respondi que sim. Ele então se recostou na cadeira, me olhou sorridente e me  disse o seguinte:

__ Bruno, minha secretária deve ser, acima de tudo, alguém de temperamento agradável e com inteligência e disposição para aprender. Precisa ser uma pessoa aberta e alegre. Logicamente preciso também que seja alguém tecnicamente capacitado. Agora, se eu não consigo alguém com tudo isto, eu escolho quem tem melhor temperamento e é mais simpático, deixando o aspecto técnico em segundo lugar. Sabe por quê?__.

__ Posso talvez imaginar, mas gostaria de ouvir…

__ Porque se você me der uma pessoa simpática, bem- humorada e aberta a novidades,  porém pouco  experiente tecnicamente, eu levarei mais menos uns 2 meses para conseguir transmitir a ela o conhecimento técnico-operacional necessário ao trabalho. Agora, se você me trouxer alguém exímio tecnicamente, mas de humor enfadonho ou temperamento hostil, eu não consigo mudar isto nem em 20 anos!

Nunca mais esqueci as palavras deste senhor; e hoje em minha posição de gestor de pessoas vejo o quanto ele estava certo. É óbvio que para muitos cargos, principalmente os altamente especializados, o conhecimento técnico pode vir a falar mais alto que o lado comportamental; mas isto apenas quando não há opções. Mais do que pessoas apenas exímias tecnicamente, o que se busca hoje são pessoas agradáveis comportamentalmente. E este será o assunto de nosso próximo post!

Comments (2)

Tags: , ,

O que faz a diferença?

Posted on 22 March 2010 by Bruno Soalheiro

Há 4 dias foi lançado na rede “ Ogerente”, meu livro em versão e-book: Terminei a faculdade, e agora?- O livro tem como objetivo  contextualizar recém-graduados e jovens profissionais sobre a dinâmica atual do mundo do trabalho, e apresentar a eles alternativas para construírem a ponte entre a universidade e o mercado.

Imediatamente após contar sobre o título do livro a uma colega arquiteta, ouvi o seguinte, e interessante, questionamento: __ Mas Bruno, no meu caso mesmo, fico pensando, você não precisaria ser um arquiteto para entender ou pelo menos indicar possíveis caminhos de sucesso a alguém desta profissão?

Minha pronta resposta foi: __ Não! Desde que os aspectos relacionados ao sucesso com os quais trabalho no livro nada tenham a ver com a capacitação técnica de cada área!

Minha observação nos últimos anos, não apenas como psicólogo, mas especialmente como executivo de Recursos Humanos, tem mostrado que as variáveis subjacentes ao sucesso de profissionais em diversas áreas são quase sempre as mesmas.

Ficou claro também para mim que, embora a capacidade técnica específica de cada área seja um valoroso ponto a favor do profissional, não é exatamente esta (pelo menos não sozinha) que fará com que determinada pessoa seja bem sucedida em seu campo de trabalho.

Isto fica bem evidenciado no capítulo 2 do livro, no trecho que diz:

O que vemos, em conseqüência, são odontólogos que sabem muito bem obturar ou mesmo implantar um dente, químicos que entendem profundamente suas fórmulas, advogados que conhecem muito bem as leis que estudaram, psicólogos que compreendem as complexas teorias do comportamento, engenheiros que fazem seus cálculos com extrema exatidão, mas, em sua maioria, pessoas que não fazem a mínima idéia de como oferecer seus serviços ao mercado, nem mesmo conseguem transformar o conhecimento que possuem em algo que traga algum retorno efetivo para si, tanto profissional como pessoalmente”

Este é o grande problema! Na universidade costumam nos ensinar muito bem como executar os serviços de especialidade em nossas áreas, mas dificilmente nos orientam sobre como organizá-los e vendê-los. O sujeito se gradua, e se não “o colocam” em algum lugar, ele fica meio perdido. Só vai descobrir lá fora que fazer “gestão da vida profissional” é uma necessidade, e que ninguém vai enviar os  pacientes ou clientes às suas portas, nem mesmo fazê-lo conseguir um emprego.

Esta a razão pela qual escrevi o livro; para compartilhar alguns princípios de comportamento, métodos e atitudes que aprendi desde que me graduei em 2004, até hoje.

Convenhamos que não sou nenhum super empresário, presidente de empresa, nem mesmo algum psicólogo nacionalmente famoso; mas consegui, mesmo me graduando em uma universidade do interior de Minas, viver experiências de trabalho internacionais, executar serviços de consultoria para grandes empresas e atualmente ter um bom cargo em uma multinacional.

Não, eu não falo isso para você me achar bacana! Falo porque se você vai se dar ao trabalho de ler um livro sobre sucesso profissional, é razoável que o autor, por si mesmo, tenha algum sucesso com o qual justificar seus “conselhos”.

O que compartilho no livro é uma maneira de ler a realidade e um conjunto de ações e atitudes que se mostraram assertivos ao longo de minha vida profissional como recém-graduado — mas que eu não aprendi na universidade!

O resumo de tudo é: Mesmo que você seja muitíssimo competente nos aspectos técnicos de sua área; é  bastante possível que este fato não seja qualquer diferencial – ou que sequer seja notado –  caso você não saiba “embalar” e “vender” muito bem esta informação toda.

É isto que faz a diferença!

Até a próxima!

Comments (0)

Tags: , , , ,

O quê que é pra responder mesmo?

Posted on 04 March 2010 by Bruno Soalheiro

Há poucos dias reencontrei uma professora da faculdade e falamos um bocado sobre meus tempos de estudante e sobre como estavam evoluindo os métodos de ensino no curso.

Segundo ela a tendência há um bom tempo é a de buscar uma participação mais ativa, mais “protagonista” dos alunos frente ao conhecimento; tafera que, segundo ela, mostrava-se extremamente complicada mediante a postura da maioria.

Apenas para ilustar, leia o trecho abaixo, retirado de um artigo de Stephen Kanitz, sobre a primeira aula de seu mestrado, em Harvard:

O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano”. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do presidente sobre a situação.

O caso terminava ali, e ponto final! Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder! Um exercício sem perguntas! O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, como meus outros colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo “Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?”. Afinal, estávamos todos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo: Quem descobriu o Brasil?”“.

Segundo o próprio Kanitz, não levou mais que alguns segundos para que ele percebesse a coisa: O “professor” esperava pelas perguntas.

Vou repetir: O professor queria que “ele” fizesse as perguntas. Deu aos alunos algumas informações com o intuito de que refletissem a respeito, e esperava que eles questionassem e dessem opiniões a fim de discutirem – juntos - as possíveis soluções para o impasse proposto. Pois feliz da vida voltou Kanitz para o Brasil e dias depois, em suas turmas de universitários por aqui, resolveu aplicar a interessante abordagem que conhecera em Harvard.  Para seu espanto (ou não), a reação foi das piores possíveis. Os alunos simplesmente não entendiam como é que um exercício podia “não vir com as perguntas”. “Ora – diziam – se não há perguntas, como podemos responder ao exercício?”.

Convenhamos que formular perguntas inteligentes exige muito mais esforço, entendimento e vontade do que simplesmente respondê-las. No entanto, e infelizmente, a maioria de nós não foi preparada para fazer perguntas, e sim para dar respostas passivas que, diga-se de passagem, não costumam ser nossas, mas dos livros.

Enquanto nossos estudantes continuarem a pensar que “alguém” constrói o conhecimento, e que o papel deles é apenas apreender isto, dificilmente teremos profissionais preparados para atuar com eficácia nos novos tempos. Mais que ouvir e reproduzir, é preciso criar e recriar, relacionando-se de forma crítica com o conhecimento proposto.

Somente desta forma poderemos esperar para o futuro próximo uma nação de pessoas que realmente pensam criticamente e escolhem com seriedade e inteligência  os rumos de suas carreiras, de suas vidas, e de seu país!

Comments (0)

Tags: , , ,

Procrastinação: como acabar com ela !

Posted on 06 February 2010 by Bruno Soalheiro

Início de ano é sempre tempo de repensar e re-planejar. Muitas decisões são tomadas e ações traçadas, mas nem sempre a realidade corresponde às intenções, já que não somos perfeitos. Por isto esta semana nosso blog traz um texto oferecido pelo site Emprego Certo, nosso parceiro, com dicas simples objetivas sobre como acabar com aquela “mania” de deixar tudo para depois. Vale a pena conferir!

10 dicas para você ser mais produtivo em sua vida

A promessa de um mundo conectado e em tempo real sempre envolveu o paradigma de profissionais super produtivos, imersos numa era onde o conhecimento circularia livremente e todos estaríamos continuamente nos aprimorando.
Justiça seja feita, muitas das promessas tornaram-se realidade. Empresas evoluíram ao ponto de ser mais do que comum realizarmos treinamentos e reuniões via vídeo conferência. Celulares hoje são como escritórios completos com email e planilhas de custos sempre na palma da mão.

No entanto, essa nova era ajudou a criar (ou estimular) um mal que deixa muitos profissionais flutuando em um mar de informações sem sentido, prazos vencidos e metas esquecidas: a procrastinação. Traduzida livremente, a palavra representa todas as armadilhas que criamos para nós mesmos na hora de empurrar com a barriga aquela pós-graduação que precisa ser feita, a entrega do projeto no prazo, o compromisso agendado com o cônjuge.

Focando no lado profissional, a procrastinação pode até mesmo arruinar carreiras promissoras e relegar ao segundo plano operacional, talentos que com certeza despontariam na vida. Para evitar essa “autossabotagem” profissional, preparamos dez dicas para você atacar o mal pela raiz e, com um plano operacional e alguma disciplina, vencê-lo.
1. Quantifique – O primeiro passo é mensurar seu atraso ou motivos para esses atrasos. Quantos relatórios tem para entregar? Quantas pessoas tem que atender? Com quais membros da família você está mais em falta em função do trabalho? Faça uma lista da situação anotando os detalhes de cada uma das missões que pretende enfrentar.
2. Priorize – Lista pronta? Agora atribua prioridades a cada um desses itens.  Lembre-se: quando tudo é urgente, nada é urgente. Então, crie três classificações, ou mais, de acordo com suas necessidades. O importante é ter uma escala de mais urgente para menos urgente.

3. Estabeleça metas e tarefas: Cada item de sua lista inicial deve ser dividido em tarefas necessárias para sua conclusão. Vamos dar um exemplo. Se você quer iniciar sua pós-graduação, precisa de: a) documentação; b) lista de instituições que tem cursos do seu interesse; c) ir até a escolhida para fazer inscrição. Os itens a, b e c serão tarefas para o primeiro item de sua lista. A meta é, por exemplo, realizar pelo menos uma das tarefas por dia.

4. Desligue estímulos para gerar foco: lembra quando falamos no início do post sobre as maravilhas da tecnologia?  O lado “b” da história é que elas mesmas são grandes potencializadoras da procrastinação. Com tantas músicas para ouvir em seu player de mp3, com tantos sites de notícias para serem lidos, com tantos filmes para serem vistos, algumas pessoas simplesmente não conseguem manter o foco. Nesses casos, concentre-se primeiro em “desligar” esses estímulos um a um. Se estivermos falando de um trabalho a ser desenvolvido direto no computador, vale até mesmo desconectar-se da web temporariamente para fechar aquele relatório que está com o prazo vencido.

5. Descubra seu horário mais produtivo: com menos estilos a competir por sua atenção, fica mais fácil descobrir em que momentos do dia você é mais produtivo. Pessoas com alto índicie de desempenho pela manhã, podem preferir concentrar suas atividades intelectuais entre 8h e 12h e deixar o restante do dia para reuniões e telefonemas. Da mesma forma, quem é mais “noturno”, vai trabalhar intensamente após às 17h.

6. Dê um passo de cada vez: Vale o lembrete: de nada adianta tentar fazer todas as tarefas num dia só, ou numa jornada, num mutirão. Vencer a procrastinação é um exercício de disciplina. Dê um passo de cada vez e dê passos todos os dias.

7. Crie pequenas recompensas ao longo do trajeto: Até por isso, a cada tarefa completada, ou a cada item em sua lista alcançado, não deixe de se “presentear”. A pequena recompensa pode ser uma micro pausa no trabalho para tomar um café, uma noite de sono de 10 horas para repor as energias ou um cinema no meio da semana para quebrar a rotina.

8. Planeje ciclos para manter-se sempre produtivo: Se lá no ponto 1 você listou o que estava roubando o seu tempo, é importante lembrar que essa lista é orgânica e, à medida que você for eliminando um ou dois itens, outros surgirão. Para não ficar refém de sua própria programação, crie “Ciclos de Resolução”. Ou seja, resolva cada conjunto de itens antes de passar para o próximo. E vá vivendo uma conquista de cada vez.

9. Aprenda com cada ciclo e replaneje-se: a cada ciclo completado, reflita por alguns dias e aproveita para refinar suas prioridades e técnicas de trabalho. Acabar com a procrastinação é um ato contínuo que envolve disciplina e foco nas tarefas diárias.

10. Compartilhe seu fardo: vale muito você dividir um pouco de suas dúvidas nesse momento de replanejamento.  Às vezes, a resposta para aquela situação profissional aparentemente sem saída está logo ali na mesa ao lado, a um telefonema de distância. Não tente reinventar a roda sozinho!
Sobre o autor:

Este conteúdo foi uma contribuição do Emprego Certo. http://empregocerto.uol.com.br/ O Site  de empregos do UOL,conta atualmente com mais de 170 mil vagas.

Comments (0)

Tags:

Planejando você em 2010! (Parte II)

Posted on 25 January 2010 by Bruno Soalheiro

Vimos no post anterior os passos de um planejamento básico e simples, no qual elaboramos nossa Visão de futuro, que é o que nos guiará durante a caminhada.

Agora que já sabemos aonde queremos chegar, a pergunta passa a ser:

O que eu preciso para chegar lá?

Aqui você começa a fazer um exercício de imaginação. É o momento em que se busca mapear tudo que será necessário para sair de onde você está e chegar até onde você quer ir.

Quais os melhores caminhos para alcançar seus objetivos? O que você precisa saber fazer para chegar lá? O que não pode deixar de saber? Enfim, quais são os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias a consecução de sua Visão?

Vamos chamar isto de “Fatores Críticos de Sucesso”, ou seja, é o que é determinante para que você alcance o que quer.

Seguindo o exemplo do advogado (post anterior), alguns fatores críticos de sucesso para o alcance da Visão lá definida são:

Fatores críticos de sucesso:

Conhecer a fundo as teorias do Direito Empresarial

Habilidades em marketing pessoal para se tornar conhecido

Habilidades de falar bem em público e fazer palestras,

Descobrir como e quando entrar no Mestrado;

Capacidade de formar parcerias profissionais e desenvolver contatos.

Você percebe como estes são fatores que não podem faltar para que o advogado “saia de onde está” e “chegue aonde quer”?

Resumindo é mais ou menos assim:

1 – O “onde estou” é o momento presente: no caso do exemplo: Com um diploma de direito e sem trabalho”.

2 – O “para onde quero ir” é a Visão.

3 – E o “o que eu preciso para chegar lá” são os fatores críticos de sucesso!

Agora que você já sabe “onde está; aonde quer chegar, e o que é indispensável para conseguir isto”, tudo fica mais simples. Claro que usei a profissão de advogado apenas como exemplo, o que você deve fazer agora é responder às três perguntas segundo a sua realidade.

Ação, ação, ação!

Bem, o que vimos acima foi uma sugestão básica de planejamento.

Agora vou mostrar um método de ação muito útil na hora de desenvolver cada um de seus fatores críticos de sucesso. O método é simples e consiste basicamente em se fazer seis perguntas. Quer dizer, agora não, só no próximo post!

Até lá!

Comments (3)

Tags: , ,

Planejando você em 2010! (Parte I)

Posted on 12 January 2010 by Bruno Soalheiro

 

Se você é uma pessoa que tem o costume de ler este Blog, ou se chegou aqui através de pesquisa na WEB, provavelmente é alguém interessado e, pelo menos parcialmente informado sobre os desafios do mundo atual do trabalho. Informado a ponto de saber que o profissional de hoje deve assumir inteiramente a responsabilidade por seu desenvolvimento, e que isto envolve necessariamente planejar.

O objetivo deste post, e de alguns próximos que virão, é aproveitar o clima de início de ano para dar aos profissionais, especialmente aos recém -graduados, algumas sugestões sobre como se planejarem para entrar no mercado, ou evoluir em suas carreiras. Mas entenda que o objetivo aqui não é traçar um planejamento complexo, e sim sugerir um método para ajudá-lo a organizar suas idéias e partir para a ação.

Note que se você é alguém acostumado à literatura sobre carreira e gestão, talvez considere esta série de posts bastante primária, mas para a grande maioria de jovens profissionais que hoje entra no mercado, creio que ela terá muito valor, por mais simples que seja. E claro, nem preciso dizer que a metodologia aqui apresentada só funciona se você tiver um mínimo de disciplina e colocar em prática não é?

 

Perguntas importantes!

Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve, concorda? Definitivamente esta não é uma maneira muito inteligente de construir sua carreira. O fato de o ambiente atual estar incerto não é motivo para desistirmos de fazer planos razoavelmente previsíveis. Pelo contrário, neste tipo de ambiente é ainda mais imprescindível procurarmos uma bússola a partir da qual nos orientarmos.

O negócio aqui é saber fazer perguntas importantes sobre si mesmo! Este é um ponto fundamental:

Faça perguntas importantes sobre si mesmo e seu futuro!

A vantagem de se fazer determinadas perguntas, e respondê-las, é que tudo aquilo que “gira” em sua cabeça começa a ser ordenado, o que acaba por oferecer uma visão muito mais clara do caminho a ser percorrido. O primeiro passo de qualquer carreira é descobrir onde você está e comparar isto com onde você quer chegar, para aí sim descobrir o que deve ser feito para percorrer esta distância. Então, a primeira pergunta importante a ser feita é:

Onde estou? (Em que ponto você se encontra agora?)

Esta pergunta tem o objetivo de fazer você olhar para si mesmo e se conscientizar de sua posição. O importante é ser honesto consigo mesmo, perceber o ambiente ao seu redor e analisar sua capacidade de “entrar no jogo” neste momento. Vamos supor que você diga: Sou um advogado com um diploma nas mãos e sem saber muito bem o que fazer! Bem, já é uma resposta. É muito importante que esta resposta seja honesta! Uma vez que você responde isto, a pergunta passa a ser:

Para onde quero ir?

Neste momento tire o olhar do presente e passe a projetar uma possível imagem sua no futuro. Que tipo de pessoa e profissional você pretende se tornar? Quais são as suas metas? Em que negócios e mercados pretende atuar? Quer ser empregado? Empresário? Passar no concurso? Virar executivo? Abrir um bar? Aonde afinal quer chegar nesta vida? Não, não é simples, pode ser que você precise de horas, ou dias para isto.

Isto é o que vamos chamar de sua Visão. Note que sua Visão é sempre orientada para o futuro. Uma noção clara do lugar que você quer ocupar em um determinado período de tempo. Ter esta visão esboçada claramente é uma forma de não perder o foco nas ações cotidianas e sempre saber que você está em busca de um objetivo maior.

Ainda acompanhando o exemplo, vamos supor que você é este advogado que acaba de se graduar e está com um diploma nas mãos e sem trabalho. Você então começa a se investigar e a imaginar aonde quer chegar, aí esboça isto na sua Visão:

Exemplo: “Daqui a 3 anos, ou seja, até o ano 2013 quero ser um advogado conhecido em minha cidade, trabalharei com direito empresarial, estarei com meu mestrado concluído e dando aulas na faculdade local. Também farei palestras sobre direito empresarial em diversas universidades, tendo isto como uma de minhas fontes de renda”.

Veja que aqui temos uma Visão definida com uma data específica para se realizar. Isto não significa que as coisas vão acontecer exatamente assim, mas reforço que é importante ter este tipo de referencial para que se possa manter o foco. Decidida a Visão, partimos para um ponto altamente importante, que é a definição de fatores imprescindíveis para que você, como advogado, consiga alcançar sua Visão.

Na verdade, estes fatores são um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para tornar sua Visão uma realidade, e costumam ser uma mistura daquilo que você aprendeu na universidade, com o que deverá desenvolver por conta própria para ser competitivo. Estes fatores são a resposta à pergunta seguinte.

Mas isto é assunto para o próximo post!

Até lá!

Comments (2)

Tags: ,

Doutor Gari no olho do capitalismo selvagem!

Posted on 28 October 2009 by Bruno Soalheiro

GarisTomando meu café ontem de manhã, antes de vir para a empresa, ouço a interessante notícia no telejornal matutino: Concurso para Gari em São Paulo bate recorde de pessoas (antes de encerrar as inscrições). Dos 110.000 inscritos, cerca de 1000 possuem curso superior, entre estes, segundo o telejornal, alguns mestres e- pasmem- doutores!

Imagina o sujeito fazer mestrado ou doutorado e acabar na fila se inscrevendo para ser Gari. Nada contra a profissão de gari, que é digna e bastante necessária à conservação da limpeza de nosso ambiente urbano. Mas no Brasil, esta, como diversas outras profissões menos “elitizadas”, geralmente pagam salários quase miseráveis. E de verdade, quem faz um curso superior não espera colar grau e varrer as ruas, por mais digno que isto possa ser.

Mas enfim, o que acontece? Como é que um indivíduo com curso superior, um mestre, ou até um doutor, vê-se numa situação destas? Falta de oportunidades? Desemprego estrutural? Crise mundial? Nacional? Em parte sim, concordo.

É certo que o Brasil está longe do pleno emprego e a coisa não anda fácil, mas há também um fator histórico muito importante influenciando esta realidade que vivemos hoje em São Paulo com relação aos que possuem 3º grau: O abismo gigantesco entre a formação acadêmica e a preparação mercadológica; a falta completa do desenvolvimento de atitudes empreendedoras nos que se graduaram em nossas universidades; seja no presente, seja no passado.

Na minha área de formação mesmo, psicologia, é possível ver um indivíduo fazendo uma complexa tese sobre, digamos, “A subjetividade do excluído social na América Latina pós-moderna”, mas o mesmo indivíduo “não faz idéia” de como transformar o conhecimento que tem em algo rentável; não consegue nem mesmo montar uma ONG que seja, para ajudar o coitado do excluído que analisou em seu trabalho.

A pessoa quer fazer ciência, o que é louvável, mas esquece que tem que comer e pagar as contas. Não sabe fazer um currículo, não sabe fazer a gestão de uma carteira de clientes; não sabe participar de uma entrevista de trabalho (ou sequer se vestir para uma); não sabe fazer marketing de si mesmo; não sabe organizar uma planilha de custos; não sabe ganhar mercado; não sabe desenvolver um negócio; resumindo, não sabe sobreviver profissionalmente.

Ora, as ciências que nos são ensinadas nas Universidades nos são apresentadas como possíveis profissões, das quais supostamente vamos tirar nosso sustento, sobrevivência e prosperidade financeira. Sob este aspecto o pragmatismo é absolutamente necessário, e a transformação do conhecimento em algo que possa ser realmente “vendido” é imprescindível. Isto não é desvirtuar o nobre caráter da ciência, e sim utilizar seu curso superior como uma “profissão” que o permita viver bem. Você pode até achar triste, mas é o capitalismo, e você precisa comer!

Como já disse em um artigo anterior, estamos formando por aí “odontólogos que sabem muito bem obturar ou mesmo implantar um dente, químicos que entendem profundamente suas fórmulas; advogados que conhecem muito bem as leis que estudaram; psicólogos que compreendem as complexas teorias do comportamento, e engenheiros que fazem seus cálculos com extrema exatidão; mas, em grande parte, pessoas que não fazem a mínima idéia de como oferecer seus serviços ao mercado, nem mesmo conseguem transformar o conhecimento que possuem em algo que traga algum retorno efetivo, tanto profissional como pessoal.”

Não pretendo com estas afirmações questionar a inteligência dos possíveis doutores garis que se inscreveram. Não sei da realidade e das dificuldades de cada um. Na verdade os considero, sob muitos aspectos, vítimas de um quadro social extremamente desequilibrado e, mais ainda, de um sistema educacional passivo e fraco do ponto de vista do desenvolvimento empreendedor.

Porque empreender não é ser empresário, não é ter o próprio negócio. Aliás, é também, mas vai muito além. Empreender na vida é ser capaz de enxergar um objetivo, identificar as competências necessárias para atingi-lo e partir para a ação. É ser capaz de buscar informação, que hoje é barata e acessível, para completar o quadro de competências mais desejadas pelo mercado. É, especialmente, ser capaz de olhar o mundo com olhos analíticos e se adaptar criativamente a ele.

Algumas raras pessoas têm o dom natural de fazer isto, mesmo sem estudo ou estímulo algum; chegam num lugar com uma mão na frente e outra atrás e, alguns anos depois, são bem sucedidos em suas empreitadas; mas a grande maioria de nós mortais depende da educação para desenvolver estas características. Uma educação que não existe; que não nos prepara.

É preciso ser inteligente sim, para passar em um concurso, mas o Estado não vai empregar todo mundo, e quem não for muito bem preparado, intelectualmente e COMPORTAMENTALMENTE, não entra na competição aqui fora. O curso superior não vale quase nada se você não souber tirar proveito dele.

Sem dúvida o sistema educacional de nosso país é totalmente ineficaz em nos preparar para sobreviver no cerne do capitalismo que dita as regras do mundo atual; e de verdade, se você quiser conseguir um lugar ao sol terá que, por si mesmo,  usando sua curiosidade e persistência, descobrir os meios de transformar as informações que tem em algo pelo qual alguém queira pagar.

Não acredita num mero psicólogo? Vai lá então e pergunte a um daqueles doutores.

Até!

Comments (2)

Para crescer profissionalmente

Posted on 21 September 2009 by Bruno Soalheiro

executive_thinkingEsta semana, através da indicação de uma headhunter da qual sou cliente, tive o privilégio de ser entrevistado por um grande jornal mineiro a respeito do tema “carreira e oportunidades no mercado atual”.

Foi uma entrevista bem curta, mas confesso que responder às indagações da jornalista me fez refletir novamente sobre tudo o que fiz até hoje para chegar aonde cheguei. Tudo bem que ainda não cheguei longe; estou apenas no início da caminhada, mas, segundo meus critérios, venho evoluindo de modo até satisfatório.

Aos 24  anos criei o conceito de minha primeira empresa de treinamento e tive alguns clientes pequenos (que foram imprescindíveis), aos 27 pude atuar como consultor em treinamento para algumas empresas de grande porte e hoje- aos 30-, tenho a oportunidade de trabalhar como executivo em uma multinacional, na qual posso vivenciar um ambiente dinâmico, inteligente e multicultural, além de ser responsável por ajudar a gerenciar os recursos mais importantes da companhia: As pessoas!

Não estou citando isto aqui para dizer que me acho “cool”, e sim para compartilhar com você aspectos de minha experiência que talvez possam ser úteis à sua vida profissional. De fato, se eu ouso escrever um blog destes tenho que, no mínimo, ter algum conhecimento de causa e uma pequena história de vida que confira credibilidade ao que digo.

Por incrível que pareça, o que me ajudou a entrar em uma grande empresa, e o que me ajuda a sobreviver nela (parte mais difícil!), tem muito mais a ver com “as perguntas que faço” do que com “as respostas que já tenho”; e as habilidades das quais preciso diariamente são muito mais relacionadas a mim como “ser humano” do que necessariamente ao conhecimento técnico que detenho.

Eu tive uma professora de psicologia que dizia às vezes: “A teoria só é mesmo útil quando você não precisa mais dela”. É uma afirmação meio confusa, mas que serve para ilustrar que, entrar na vida profissional e sobreviver, é um processo de aprendizagem comportamental praticamente do zero; embora você precise ter uma base teórica.

Passei um tempo razoável de vida estudando gerenciamento de projetos para ver na prática que cada empresa tem sua forma de gerenciar os projetos, e que é praticamente impossível que um projeto funcione 100% como está nos livros. Da mesma forma, os livros sobre RH que devorei incessantemente, embora me sejam muito úteis para ter uma grande compreensão conceitual da área, pouco refletem a realidade do dia a dia que vivo.

A razão é: A vida nem sempre funciona como está nos livros!

Cada empresa tem seu jeito, suas urgências, seus processos, sua cultura e sua “cara”, seu “jeito de ser”, e a maioria delas recorta “pedaços” das grandes teorias de gestão que existem por aí parar criar sua maneira bastante particular de funcionar.

Eu até hoje tenho sobrevivido e conseguido aos poucos galgar alguns degraus, única e exclusivamente por adotar uma postura que pode parecer antagônica: Estudar muito e me convencer todo dia de que não sei quase nada!

Só que tem mais, parei de estudar só os livros e comecei a estudar a realidade à minha volta. Meus superiores, colegas, decisões tomadas na empresa, atitudes adequadas e inadequadas que presencio no dia a dia, tudo isto tem sido fonte incessante de crescimento e amadurecimento.

De tudo, o mais complicado foi compreender que muitas vezes não se pode fazer a prática caber na teoria, e aceitar que na vida profissional algumas coisas vão passar longe do que os livros dizem, e que muitas vezes, por força das contingências, é assim… Simplesmente.

Por fim quero dizer que, embora este post  talvez esteja um bocado vago e auto-reflexivo, a mensagem a compartilhar aqui é a de que apenas o questionamento constante e a abertura ao novo podem ajudar na sobrevivência profissional de qualquer um, por mais exímio que seja tecnicamente (e teoricamente).

Sem dúvida nenhuma, muito mais importante que as TODAS as respostas que você já  tem, são as perguntas que você faz; a cada dia, a cada situação, sem cessar…

Até a próxima.

Comments (5)

De olho em sua performance. (E em sua qualidade de vida!)

Posted on 14 September 2009 by Bruno Soalheiro

stress_cartoonVocê já teve a sensação de que, por mais que se dedique ao trabalho e se considere comprometido, de vez em quando ainda ficam tarefas por fazer, coisinhas inacabadas, relatórios imperfeitos… ?

Você até que cumpre os prazos (quase sempre) e se esforça bastante, mas pode ser que fique aquele sentimento de: “Eu podia ter feito mais”.

Se este tipo de sensação é recorrente em seu cotidiano existem duas hipóteses: Ou você está mesmo um pouco relapso e precisando de mais disciplina ou- o que é bem comum- está se cobrando um nível de excelência (ê palavrinha gasta esta…) que pode vir a comprometer seu bem estar mental e, porque não dizer, espiritual.

Na verdade pode ser bastante complicado ter a noção exata de sua performance para saber se é você quem se cobra demais ou se está mesmo deixando a peteca cair. Parece uma questão boba mas os consultórios médicos e psicológicos se enchem de gente que, mesmo trabalhando bem, não conseguem estar satisfeitas consigo mesmas.

Há pessoas que, mesmo cumprindo todos os prazos e atingindo metas, se exasperam e adoecem em busca de um desempenho irretocável. Nestes tempos de competição insana e pressão absurda pode valer pena parar um pouco e refletir sobre o quanto e “como”, você vem se cobrando.

Ser excessivamente condescendente consigo de certo é uma atitude negativa que pode fazê-lo mascarar comportamentos relapsos, mas o contrário, a cobrança excessiva pode chegar a prejudicá-lo em um âmbito muito mais amplo de sua vida. Meu convite aqui é para tentar olhar seu dia a dia profissional e achar um ponto de mensuração seguro a partir do qual balizar sua performance e sua percepção a respeito dela. Pode ser seu superior, seus clientes ou seus colegas de trabalho.

Você pode escolher ter uma conversa aberta sobre seu desempenho e comportamento, ou mesmo observar sinais sutis que denunciam se você vem ou não mantendo o ritmo. Questionar-se sobre isto é bom em qualquer do casos, porque se você estiver mesmo relapso será a chance de enxergar melhor suas falhas e aprimorar-se, e caso você receba apenas feedbacks positivos, não é o caso de “relaxar”, mas é possível perceber que tudo vai bem, e isto ajuda a tirar um pouco da ansiedade de quem é perfeccionista.

Conhecer a si mesmo através do olhos de outros, especialmente na vida profissional, é uma atitude inteligente que pode garantir o crescimento na carreira e mais ainda, sua paz de espírito.

Comments (0)



Autor

Bruno Soalheiro

Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.