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O quê que é pra responder mesmo?

Posted on 04 March 2010 by Bruno Soalheiro

Há poucos dias reencontrei uma professora da faculdade e falamos um bocado sobre meus tempos de estudante e sobre como estavam evoluindo os métodos de ensino no curso.

Segundo ela a tendência há um bom tempo é a de buscar uma participação mais ativa, mais “protagonista” dos alunos frente ao conhecimento; tafera que, segundo ela, mostrava-se extremamente complicada mediante a postura da maioria.

Apenas para ilustar, leia o trecho abaixo, retirado de um artigo de Stephen Kanitz, sobre a primeira aula de seu mestrado, em Harvard:

O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano”. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do presidente sobre a situação.

O caso terminava ali, e ponto final! Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder! Um exercício sem perguntas! O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, como meus outros colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo “Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?”. Afinal, estávamos todos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo: Quem descobriu o Brasil?”“.

Segundo o próprio Kanitz, não levou mais que alguns segundos para que ele percebesse a coisa: O “professor” esperava pelas perguntas.

Vou repetir: O professor queria que “ele” fizesse as perguntas. Deu aos alunos algumas informações com o intuito de que refletissem a respeito, e esperava que eles questionassem e dessem opiniões a fim de discutirem – juntos - as possíveis soluções para o impasse proposto. Pois feliz da vida voltou Kanitz para o Brasil e dias depois, em suas turmas de universitários por aqui, resolveu aplicar a interessante abordagem que conhecera em Harvard.  Para seu espanto (ou não), a reação foi das piores possíveis. Os alunos simplesmente não entendiam como é que um exercício podia “não vir com as perguntas”. “Ora – diziam – se não há perguntas, como podemos responder ao exercício?”.

Convenhamos que formular perguntas inteligentes exige muito mais esforço, entendimento e vontade do que simplesmente respondê-las. No entanto, e infelizmente, a maioria de nós não foi preparada para fazer perguntas, e sim para dar respostas passivas que, diga-se de passagem, não costumam ser nossas, mas dos livros.

Enquanto nossos estudantes continuarem a pensar que “alguém” constrói o conhecimento, e que o papel deles é apenas apreender isto, dificilmente teremos profissionais preparados para atuar com eficácia nos novos tempos. Mais que ouvir e reproduzir, é preciso criar e recriar, relacionando-se de forma crítica com o conhecimento proposto.

Somente desta forma poderemos esperar para o futuro próximo uma nação de pessoas que realmente pensam criticamente e escolhem com seriedade e inteligência  os rumos de suas carreiras, de suas vidas, e de seu país!

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Trabalhando sob pressão!

Posted on 25 August 2009 by Bruno Soalheiro

pressure__ Mas então, me diga, você e capaz de trabalhar sob pressão?__. Esta é uma pergunta que muitos selecionadores fazem durante os processos seletivos atuais. Isto ocorre porque hoje as ferramentas de comunicação se tornaram mais velozes que a capacidade de ação das pessoas.

Antigamente era correio, fax, e mesmo quando já tínhamos email, o sujeito só abria a caixa de entrada em horas especificas do dia. Hoje não, com os smartphones e net books da vida o individuo resolve meia dúzia de informações enquanto mastiga um pedaço de batata no almoço.

Ser produtivo hoje significa gerenciar uma quantidade enorme de informações e tomar atitudes em tempo real sobre muitos acontecimentos. Veja que na verdade, quando te perguntam se você consegue trabalhar sobre pressão , o que estão te perguntando é:__ Você e capaz de trabalhar de maneira muito organizada e veloz sem perder a cabeça e comprometer a qualidade?

Conseguir fazer isto não é nenhuma mágica, e por incrível que pareça tem mais a ver com calma e ponderação do que com pressa e stress. Existe uma teoria que afirma que não ficamos estressados exatamente pelo “quanto” de trabalho temos a fazer, e sim pela maneira como olhamos esta quantidade e como reagimos a ela.

Já vi muita gente se desesperar com x, y e z para fazer, enquanto outros resolviam o alfabeto inteiro mantendo um excelente nível de serenidade. Não só por que se organizavam melhor, faziam anotações e acompanhavam o progresso de cada atividade. Mas porque mantinham a calma. Pois é, parece uma sugestão esdrúxula, de tão obvia, mas acredite, muita gente se esquece completamente disso.

Se organizar bem não é somente a “causa” de um bom trabalho. É também a conseqüência de se conseguir manter a calma e serenidade diante de uma pilha confusa e enorme de tarefas importantes e urgentes. Muitas e muitas vezes é sua reação emocional aos problemas que vai definir se você conseguirá ou não resolvê-los de forma organizada, clara e veloz. Se você se deixar levar pelo desespero, o coração dispara, as pernas tremem, as costas gelam e sua visão fica turva. Impossível ter método assim!

Manter a calma, respirar e começar aos poucos a destrinchar o enorme emaranhados de tarefas correlacionadas e “emperradas” é a melhor forma de aliar velocidade à qualidade. Ser eficaz em resolver um problema requer muitas vezes a capacidade de analisar calma e lentamente pequenas partes dele, para então agir de forma certeira.

E claro, se estiver participando de um processo seletivo e for surpreendido com a pergunta do início deste texto, respire e responda calma e serenamente a verdade. Nem preciso dizer que a verdade precisa ser: __ Sim, eu sou!__.

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Empreender com o conhecimento

Posted on 30 March 2009 by Bruno Soalheiro

Ok, você sabe! Mas e daí?

Muitas pessoas que se graduam ficam bastante perplexas por não conseguirem vender seus serviços no mercado nem entrar em uma empresa. Isto se dá por um motivo simples:O que entendemos como sendo EDUCAÇÃO nem sempre dá conta de atender à realidade do mundo atual.

Na verdade o termo educar vem de educere, que significa extrair, trazer à tona algo que está dentro daquele que aprende. Aprender não é, de forma alguma, acumular informação ou decorar um livro inteiro de procedimentos.

Aprender é compreender o conhecimento e dialogar com ele a partir de uma postura ativa e inquisitiva, e principalmente, ser capaz de usá-lo. Isto é o que pode ser chamado de empreender com o conhecimento. Muita gente por aí anda cheio de informação na cabeça, mas não faz a mínima idéia do que fazer com ela.

Ora, informação sem empreendedorismo é como ter um carro – às vezes uma Ferrari – e não saber dirigir. Tem gente que é tão inteligente, mas tão inteligente que não faz mais nada além de ser inteligente. Conhece gente assim? São pessoas muitas vezes cultas, possuidoras de informações valiosas, mas que não aprenderam a empreender com a informação que têm.

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Aprenda inglês, mas é pra ontem!

Posted on 26 January 2009 by Bruno Soalheiro

Às vezes ouvimos certas coisas, sabemos que é verdade, mas mesmo assim não tomamos uma atitude em relação a elas enquanto não nos atingem “na cara”.

Então este post é sobre um assunto batido, cansado, babado, velho, empoeirado, mas para o qual gostaria de chamar atenção para você não tomar “na cara” como vi acontecendo no último mês com algumas pessoas.

Quando trabalhava apenas como consultor em gestão de carreira, era óbvio que eu orientava as pessoas a respeito da extrema importância de aprenderem inglês. Não falo de ter um “diploma” de formação na língua. (acredite, raramente alguém vai te pedir isto nas empresas), e sim de “falar e escrever” na prática. Não precisa ser perfeito, mas tem que dar conta de comunicar.

Desde o final do ano passado recebi uma proposta de emprego e venho atuando como co-responsável pelo setor de RH do Brasil, para uma empresa multinacional. E que susto! Só no último mês vi sete profissionais perderem uma vaga de emprego, única e exclusivamente pela falta do idioma.

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Você, a crise, e seu emprego!

Posted on 01 November 2008 by Bruno Soalheiro

Nos últimos dias quem é ligado em assuntos como mercado financeiro e economia vêm assistindo a um filme capaz de gerar emoções de dar inveja a alguns roteiristas de Hollywood. A cada minuto a situação muda, a cada dia um novo cenário, e os governos que se desdobrem para minimizar o estrago.

Embora já não seja mais latente, e sim presente, a crise ainda não mostrou a totalidade dos reflexos que pode ter “na carne” das empresas. Não sabemos até que ponto a possível quebradeira vai afetar diretamente os cargos das pessoas e o quanto vai desaquecer o mercado de contratações. Mas uma coisa é certa: Apertem os cintos.

Tenho conversado com colaboradores de grandes empresas nacionais e em algumas delas a situação já pode ser vivenciada na prática, não exatamente com demissões, mas com enxugamento de custos a ponto de se refletir na remuneração do pessoal. E esta – melhor do que qualquer outra- é a hora de você mostrar sua lealdade à empresa.

Ficar junto na bonança é uma beleza, duro mesmo é permanecer firme em meio à tormenta; mas por incrível que pareça este pode ser o momento ideal para solidificar sua carreira ou mesmo ser cotado para uma futura promoção.

Em meio à turbulência a cúpula estará bem atenta àqueles que permanecerem firmes e aceitarem com bom senso as restrições geradas pelo momento, e certamente saberão valorizar os que honraram seus postos, trabalhando com mais vigor ainda, mesmo que perdendo alguns benefícios.

Embora não saibamos exatamente as proporções e a duração da crise, uma coisa é certa, ela vai passar. E quando isto acontecer os investimentos retornarão e o prêmio será para os guerreiros que mostraram persistência e “cabeça fria”.

Portanto, se você faz parte de uma organização que está sendo “balançada” e cogita “dar o fora” o mais rápido possível, sugiro que reflita com bastante calma, pois dependendo do que  estiver disposto a enfrentar durante a tempestade, você poderá colher muitos frutos quando o céu azul se abrir.
Até mais!

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Afinal, pra quê serve a faculdade?

Posted on 17 September 2008 by Bruno Soalheiro

No post de hoje quero convidá-lo a refletir sobre qual a verdadeira função de um curso superior em nossas vidas, e também sobre a razão de muitos se graduarem e continuarem sem saber o que fazer com o diploma.

Como você talvez já saiba, o termo “Academia” vem do grego “Akademía”, e originalmente foi o nome da casa de Platão, uma espécie de escola aonde os filósofos e pensadores da época se reuniam para discutir idéias. Ali se encontravam para trocar experiências, dialogar, questionar uns aos outros e, como conseqüência disso, produzir conhecimento.

A partir destas “conversas” foram nascendo e tomando forma muitas das diversas ciências que se desdobraram na infinidade de conhecimento que temos hoje no mundo. Sem dúvida, grande parte do avanço tecnológico que você vê a seu redor neste momento começou a partir das idéias destes homens, que se colocaram em um determinado lugar para discutirem dúvidas e compartilhar opiniões.

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Tecnologia ou morte!

Posted on 10 September 2008 by Bruno Soalheiro

Agenda novinha, do ano, pasta cheia de papéis, canetas, lápis e anotações, muitas anotações por todos os lados. Onde é que você pôs mesmo aquele bilhete? Hummm….

Embora esta ainda seja a maneira tradicional de trabalhar para muitas pessoas, vemos dia a dia a tecnologia tomar conta de nossa realidade. E o que vemos também, paralelamente, é um número expressivo de profissionais que resiste a estas tecnologias, pelos mais diversos motivos, que vão desde preguiça à afirmações como “eu sou old fashion, meu negócio é no papel”!

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O novo capital!

Posted on 30 August 2008 by Bruno Soalheiro

Por mais que se diga que a competitividade profissional de hoje torne as coisas mais difíceis, não se pode negar que jamais houve uma época com tantas possibilidades para os que se capacitam e decidem partir em busca de um objetivo. Isto porquê vivemos  no capitalismo uma mudança inédita e que está pondo tudo de pernas para o ar. Com produtos e serviços ficando dia a dia mais parecidos, o ponto nevrálgico do sucesso das empresas deixa de de ser o capital de giro para ser o capital humano.

Uma das concepções mais atualizadas em relação à gestão de pessoas atual diz respeito à aplicação de um modelo participativo de administração nas empresas, no qual os próprios colaboradores são chamados a contribuir para o processo criativo e de melhoria contínua em busca dos objetivos da organização.

É por isso que as empresas estão tão exigentes em relação ao perfil das pessoas que contratam como empregados ou prestadores de serviço. Porque compreendem que a partir de agora as pessoas serão o cerne de todo o movimento que as permitirá permanecer verdadeiramente competitivas. E sabe de uma coisa, as elas estão ávidas por encontrar estas pessoas, e principalmente por conquistá-lás.

Sempre se ouve falar em revistas especializadas, que a maior dificuldade para as organizações hoje pouco tem a ver com falta de capital ou infra estrutura, o que falta é gente. Ou melhor, gente capacitada!

As empresas não dependem mais de ter dinheiro para ganharem a competição, elas dependem de idéias, de boas idéias!

Percebe a grande novidade aí?

Ora, o modelo do capitalismo tradicional sempre valorizou o aporte de dinheiro (capital financeiro), como fonte propulsora do desenvolvimento capaz de levar as empresas a obter o sucesso. Quem tinha dinheiro disparava na frente e fazia as coisas acontecerem. Não faz mais!

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A Famosa pós!

Posted on 26 August 2008 by Bruno Soalheiro

No post de hoje quero falar sobre uma das opções mais clássicas de quem acaba de se graduar e descobre que a coisa aqui fora é bem mais complicada do que parecia na universidade. O trecho a seguir foi extraído de meu e-book “Concluí a faculdade, e agora?” (editora lebooks), e espero que possa ajudar o leitor a se decidir sobre este importante passo na carreira.

Fazer uma pós-graduação costuma ser uma opção bastante corrente entre os que acabam de se graduar. Seja porque realmente já sonhavam com isto antes da formatura, seja porque acabaram ouvindo por aí que é algo indispensável nos dias de hoje.

Apenas para esclarecer, gostaria de enfatizar que o que chamamos de “cursos de pós-graduação” são programas de estudos de longa duração que qualificam o graduado em determinada área do saber, e se dividem em duas categorias: Lato Sensu e Stricto Sensu. Talvez você já saiba disso, mas há quem não saiba__ e não são poucos.

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Você? Commodity?

Posted on 29 July 2008 by Bruno Soalheiro

Com a alta da inflação e a retração de alguns investimentos de maior risco, as chamadas Commodities tem ocupado mais espaço na cabeça dos investidores. Portanto, vamos falar de Commodities aqui, mas de forma um pouco diferente.

Veja bem, quando entrei para a universidade com o objetivo de cursar psicologia, imaginava que, ao me formar, bastaria ser razoavelmente bom no que faço para arranjar um emprego ou lotar meu consultório com pacientes. Não basta.

Acredite: ser bom no que você se formou não é muita coisa em termos profissionais hoje. Aliás, é pouco demais!

Se você costuma assistir a telejornais de vez em quando ou procura ler alguma revista sobre economia e negócios, já deve ter ouvido esta palavrinha, em inglês, que descreve muito bem o que vêm acontecendo no mundo de maneira geral: Commodity.Este termo é utilizado há muito tempo entre acionistas e investidores da bolsa para descrever aqueles produtos que não apresentam quaisquer características especiais de diferenciação, ou seja, que são comuns e parecidos, como o algodão, o arroz, o aço e outros mais. São produtos cujo valor é usualmente regulado pela oferta e demanda. Quanto mais se têm deles, menos valem.

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Autor

Bruno Soalheiro

Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.