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As competências que fazem a diferença!

Posted on 03 July 2012 by Bruno Soalheiro

Todos os anos milhares de jovens se graduam no ensino superior passando a enfrentar o desafio de se colocarem ativamente no mercado de trabalho, e infelizmente o que percebemos é que parte considerável deles, em pouco tempo, acaba se “encaixando” em alguma área diferente daquela na qual se formou ou mesmo ficando paralisada frente à multiplicidade de desafios do mundo atual.

Na verdade grande parte deste desencontro ocorre pela falta de alinhamento entre aquilo que se aprende na universidade e aquilo que se busca na “vida real”. O avanço da competitividade no mundo das organizações tem feito com que o profissional necessite ser competente em muito mais áreas do que aquela na qual se graduou. a verdade é que muitos ainda pensam que as competências específicas que aprenderam em sua disciplina são suficientes para torná-los competitivos. Não são!

Qualquer profissional hoje, por melhor que seja em desempenhar seu papel técnico e executar aquilo para o que foi preparado na universidade, irá enfrentar enormes dificuldades de se inserir e se manter no mercado se não for capaz de desenvolver uma série de “competências transversais” que servirão de apoio e ponte entre o conhecimento técnico e o mercado na prática.

Por competências transversais, neste caso, podemos entender uma série de conhecimentos, habilidades e atitudes que, somadas ao conhecimento técnico essencial da área, poderão fazer com que o profissional se torne competitivo no mercado de hoje. Entre elas podemos colocar a habilidade de fazer marketing pessoal, a flexibilidade, a inteligência emocional, a pró-atividade, a capacidade de boa comunicação escrita e falada, a tolerância a realidades incertas e não lineares, o planejamento, a gestão, a liderança e uma série de outras competências que não são formalmente ensinadas na universidade.

Tais competências adicionais não seriam tão imprescindíveis há até duas décadas atrás, em que as relações de emprego eram mais estáveis e a competitividade não havia atingido os patamares quase absurdos de hoje. Em um mundo mais estável, linear e menos caótico ainda havia lugar para aqueles que apenas dessem conta de apresentar um bom desempenho técnico em sua área específica. Não há mais!

Sendo assim, a sugestão que fica aos que em breve irão se graduar e mesmo aos profissionais que já estejam no mercado e ainda não tenham alcançado o lugar desejado, é prestar bastante atenção nestas complementaridades e, na medida do possível, buscar agregá-las a seu “kit de ferramentas”.

Felizmente, hoje o aceso à informação é muito simples e barato, e qualquer pessoa com um mínimo de disposição pode rapidamente tomar conhecimento sobre este “plus” que o mercado de trabalho exige em sua área. O jogo se tornou mais rápido, mais complexo e menos previsível, e os jogadores agora terão que treinar muito mais e desenvolver as mais inusitadas habilidades se quiserem permanecer em campo até o final do campeonato, que, para dizer a verdade, é um campeonato sem fim!

Até a próxima

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Você não é (ou não deveria ser) o seu trabalho!!!

Posted on 05 June 2012 by Bruno Soalheiro

                                                                                                     

 Hoje durante o almoço estava assistindo a um quadro jornalístico no qual um psicólogo falava sobre Auto-Conceito e Auto- Estima. Ele explicava que Auto- Conceito é o que você “pensa” de você mesmo, e auto-estima é o que você “sente” a seu respeito.

Desta forma, segundo ele, é totalmente possível uma pessoa ser “cognitivamente consciente” de suas qualidades (ser bonita, inteligente, capaz) e ainda assim ter uma auto-estima frágil, “sentindo-se” inferior a outras.

Enfim, o assunto é complexo e somente o citei aqui para pontuar o seguinte: muitas vezes nós temos muito pouco controle ou mesmo consciência sobre o que nos afeta!

Colocando esta lógica em nossa relação com o trabalho, quero chamar atenção para um fato curioso, através de uma pergunta:.

Você TEM um trabalho ou você É o seu trabalho?

Muita gente, embora cognitivamente diga que tem um trabalho, acaba se comportando emocionalmente como se o trabalho praticamente “definisse” sua existência.

Tudo bem que se formos computar matematicamente, a maior parte de nossas vidas nós passamos mesmo no trabalho (ao menos a maioria de nós). Isto não significa que o sentido de nossa vida, ou que aquilo que nos alegra ou entristeça, deva necessariamente ser este trabalho.

O que acontece quando não criamos esta separação, é que passamos a absorver totalmente todas as emoções, sejam elas boas ou ruins, às quais o trabalho nos remete. Daí ver tanta gente infeliz, nervosa, insatisfeita, estressada, por incapacidade de “separar” os problemas do trabalho do que realmente é a sua “essência”!

É claro que o trabalho irá sempre nos afetar, não ha como deixar a alma na porta do escritório e depois pegá-la ao final do expediente. Como pessoas, somos seres complexos, e nossa totalidade é constituída a partir do conjunto daquilo que vivemos, que experimentamos. Mas isto não significa que não possamos colocar limites e separações saudáveis para nosso bem estar e daqueles que nos rodeiam.

Dificilmente se encontra por aí pessoas totalmente, ou até mesmo muito satisfeitas com o trabalho. Elas existem, mas não são a maioria. O que algumas pessoas não lembram, no entanto é que, mesmo não estando satisfeitas no trabalho, podem sim estar satisfeitas em outras áreas de sua vida, e se apegar a isto como base de sua saúde emocional e mental.

Diferenciar você do seu trabalho é algo que pode começar com a simples constatação: Meu trabalho é algo que eu tenho, é algo que eu faço, NÃO É algo que eu sou. Você é mais do que seu trabalho! Se você acha que não é, algo está provavelmente errado.

Na verdade o que acontece é que a geração que nasceu a partir dos anos 70 encontrou um universo profissional no qual o tal do sucesso é perseguido como a nova maravilha do mundo. Todo mundo quer ser bem sucedido, quer ser orientado para resultados, que ser empreendedor, quer realizar, chegar ao topo, etc.. etc.. OK! É bacana, é legal esta história toda que toma conta do planeta e vende milhares de livros. Eu mesmo escrevi um para recém graduandos!

 É positivo sim, mas CALMA LÁ!. Isto não é você! E você não deveria condicionar todo o seu bem-estar ao fato de conseguir ou não ser um sucesso profissional, muito menos deixar que seu ambiente de trabalho determine totalmente a qualidade de suas emoções.

O trabalho é sim importante, nos faz crescer, paga nossas contas, nos trás conforto e muitas vezes prazer, mas não esqueça de olhar para fora, de se alegrar, de assentar as bases de sua felicidade em você e naqueles a quem você ama.

Tenha um hobby, faça coisas divertidas que não tenham nada a ver com seu trabalho ou mesmo com sua turma de trabalho, toque um instrumento, pratique um esporte,  plante uma horta que seja, determine para si passeios semanais em lugares bacanas, enfim, tenha uma vida fora do seu trabalho!!!

Trabalho não é tudo na vida, e não deveria ser a única, nem mesmo a principal referência para definir se você é uma pessoa feliz ou não!

Enfim esta é a minha opinião, claro! Qual é a sua?

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Planejando você em 2010! (Parte I)

Posted on 12 January 2010 by Bruno Soalheiro

 

Se você é uma pessoa que tem o costume de ler este Blog, ou se chegou aqui através de pesquisa na WEB, provavelmente é alguém interessado e, pelo menos parcialmente informado sobre os desafios do mundo atual do trabalho. Informado a ponto de saber que o profissional de hoje deve assumir inteiramente a responsabilidade por seu desenvolvimento, e que isto envolve necessariamente planejar.

O objetivo deste post, e de alguns próximos que virão, é aproveitar o clima de início de ano para dar aos profissionais, especialmente aos recém -graduados, algumas sugestões sobre como se planejarem para entrar no mercado, ou evoluir em suas carreiras. Mas entenda que o objetivo aqui não é traçar um planejamento complexo, e sim sugerir um método para ajudá-lo a organizar suas idéias e partir para a ação.

Note que se você é alguém acostumado à literatura sobre carreira e gestão, talvez considere esta série de posts bastante primária, mas para a grande maioria de jovens profissionais que hoje entra no mercado, creio que ela terá muito valor, por mais simples que seja. E claro, nem preciso dizer que a metodologia aqui apresentada só funciona se você tiver um mínimo de disciplina e colocar em prática não é?

 

Perguntas importantes!

Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve, concorda? Definitivamente esta não é uma maneira muito inteligente de construir sua carreira. O fato de o ambiente atual estar incerto não é motivo para desistirmos de fazer planos razoavelmente previsíveis. Pelo contrário, neste tipo de ambiente é ainda mais imprescindível procurarmos uma bússola a partir da qual nos orientarmos.

O negócio aqui é saber fazer perguntas importantes sobre si mesmo! Este é um ponto fundamental:

Faça perguntas importantes sobre si mesmo e seu futuro!

A vantagem de se fazer determinadas perguntas, e respondê-las, é que tudo aquilo que “gira” em sua cabeça começa a ser ordenado, o que acaba por oferecer uma visão muito mais clara do caminho a ser percorrido. O primeiro passo de qualquer carreira é descobrir onde você está e comparar isto com onde você quer chegar, para aí sim descobrir o que deve ser feito para percorrer esta distância. Então, a primeira pergunta importante a ser feita é:

Onde estou? (Em que ponto você se encontra agora?)

Esta pergunta tem o objetivo de fazer você olhar para si mesmo e se conscientizar de sua posição. O importante é ser honesto consigo mesmo, perceber o ambiente ao seu redor e analisar sua capacidade de “entrar no jogo” neste momento. Vamos supor que você diga: Sou um advogado com um diploma nas mãos e sem saber muito bem o que fazer! Bem, já é uma resposta. É muito importante que esta resposta seja honesta! Uma vez que você responde isto, a pergunta passa a ser:

Para onde quero ir?

Neste momento tire o olhar do presente e passe a projetar uma possível imagem sua no futuro. Que tipo de pessoa e profissional você pretende se tornar? Quais são as suas metas? Em que negócios e mercados pretende atuar? Quer ser empregado? Empresário? Passar no concurso? Virar executivo? Abrir um bar? Aonde afinal quer chegar nesta vida? Não, não é simples, pode ser que você precise de horas, ou dias para isto.

Isto é o que vamos chamar de sua Visão. Note que sua Visão é sempre orientada para o futuro. Uma noção clara do lugar que você quer ocupar em um determinado período de tempo. Ter esta visão esboçada claramente é uma forma de não perder o foco nas ações cotidianas e sempre saber que você está em busca de um objetivo maior.

Ainda acompanhando o exemplo, vamos supor que você é este advogado que acaba de se graduar e está com um diploma nas mãos e sem trabalho. Você então começa a se investigar e a imaginar aonde quer chegar, aí esboça isto na sua Visão:

Exemplo: “Daqui a 3 anos, ou seja, até o ano 2013 quero ser um advogado conhecido em minha cidade, trabalharei com direito empresarial, estarei com meu mestrado concluído e dando aulas na faculdade local. Também farei palestras sobre direito empresarial em diversas universidades, tendo isto como uma de minhas fontes de renda”.

Veja que aqui temos uma Visão definida com uma data específica para se realizar. Isto não significa que as coisas vão acontecer exatamente assim, mas reforço que é importante ter este tipo de referencial para que se possa manter o foco. Decidida a Visão, partimos para um ponto altamente importante, que é a definição de fatores imprescindíveis para que você, como advogado, consiga alcançar sua Visão.

Na verdade, estes fatores são um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para tornar sua Visão uma realidade, e costumam ser uma mistura daquilo que você aprendeu na universidade, com o que deverá desenvolver por conta própria para ser competitivo. Estes fatores são a resposta à pergunta seguinte.

Mas isto é assunto para o próximo post!

Até lá!

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Assertividade ajuda a manter o emprego e um bom clima!

Posted on 13 May 2009 by Bruno Soalheiro

Um ambiente de trabalho saudável e equilibrado nem sempre é algo fácil de ser conseguido. Como empresas são compostas por pessoas, e pessoas são compostas, em parte, por hormônios, emoções e diferentes percepções da realidade, torna-se muito fácil acontecer situações que podem criar permanentemente um clima de desconforto.

Em qualquer empresa, por mais unida que seja a equipe, haverá momentos e pontos de discordância. Saber gerenciar adequadamente isto é fundamental para a sobrevivência e crescimento de todo profissional.
Aqui vem uma palavra: assertividade.

Podemos dizer que esta é a capacidade de se expressar da forma mais adequada em cada tipo de situação. Nem demais, nem de menos.

Um exemplo pode ser o de um profissional que fez um trabalho para seu superior, e sentiu que não foi devidamente reconhecido, ou que seu superior repassou o trabalho a instâncias ainda mais altas, sem evidenciar quem “de fato” fez o trabalho.

Logicamente, é direito do profissional ficar magoado ou chateado. Aí então temos duas possíveis reações, bem típicas, e ambas não assertivas.

Reação 1 – Silêncio: Está é a típica daquele profissional que, sentindo-se pouco reconhecido, fecha-se em copas, não diz nada e começa a remoer lentamente a chateação. Ele não quer falar, pois imagina: __ Se não notaram, não sou eu quem vai reclamar!__. Acontece que aos poucos este tipo de pessoa vai acumulando insatisfações que se traduzem em um clima cada vez mais árido com aquele, ou aqueles,  que são motivo de sua insatisfação, podendo até mesmo resultar em uma “explosão” futuramente.

Reação 2- Reclamação exagerada: Este é exatamente o contrário do 1º caso. É bom que o indivíduo diga “o que não gostou”. Mas é certamente adequado que o faça de maneira serena e inteligente. Alguns, ao se sentirem injustiçados, passam para um ataque de palavras desenfreado sem mesmo investigarem a fundo a situação. Tais atitudes abalam o clima da empresa, além de passarem a imagem de “descontrole profissional e emocional”.

Equilíbrio, é o ponto central. Tão ruim quanto não expressar uma insatisfação, é expressá-la de forma exagerada. Ser assertivo dignifica perceber a melhor hora, e principalmente a melhor forma de abordar um assunto delicado ou fazer alguma reclamação.

Jamais cale-se diante de situações que o aborrecem (e nas quais você crê ter razão), pois se o fizer estará sabotando a você mesmo, e a todos; mas ao mesmo tempo, ao decidir falar, tenha a certeza de ter analisado a situação por todos os ângulos, e procure abordar a pessoa, ou pessoas em questão, tendo sempre em mente o respeito, a educação e a serenidade.

É possível falar de praticamente tudo, desde que o façamos de maneira assertiva. Será bom para toda a  empresa; e melhor ainda para você.
Até mais!

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Autor

Bruno Soalheiro

Psicólogo, palestrante e consultor em desenvolvimento humano.