Trate seus funcionários como cachorros
Publicado em 08/12/2006 por Luiz de Paiva
Sim é isso mesmo que você ouviu… mas não estou falando de tratá-lo como um cachorro de rua, e sim como aquele de sua casa, que você quer que aprenda, cresça e se desenvolva.
Encontrei este artigo no blog “Leadership + Management Training“, e achei as analogias muito interessantes (talvez até um pouco forçadas… mas o importante é que servem para a reflexão). Então segue aqui minha tradução comentada:
(Atualização 09/12: peço que entedam que o tom do texto é sarcástico…)
1. Recompensa e Castigo: Os cães aprendem melhor através de recompensa do que castigo. Quando você valoriza suas ações corretas com um carinho, ele se esforçará mais no futuro para continuar fazendo as coisas certas. O mesmo se aplica na empresa, um castigo exemplar é algumas vezes necessário, mas o que fará realmente a diferença é o estabelecimento de uma cultura de crescimento pelo mérito. O prêmio não precisa ser sempre financeiro, um elogio muitas vezes é suficiente. Não deixe que sua organização (ou seu cão) adquira uma cultura de medo ao castigo.
2. Valorize as Ações Realmente Corretas: O cachorro precisa entender claramente qual o comportamento que se deseja dele. Quando você chega em casa, deve elogiá-lo quando está mais calmo, e não quando está pulando feito louco encima de você (mesmo que ache isso bonito), para que aprenda a não pular em suas visitas. Na empresa, você deve ter muito cuidado com o tipo de ações que está incentivando. Por exemplo, talvez seus vendedores não devam ter sua recompensa associada somente ao volume de vendas, mas também ao nível de satisfação do cliente.
3. Não Castigue Quando a Meta não for Atingida: Algumas pessoas batem em seus cachorros ou gritam com eles quando cometem um erro. Isto não necessariamente o impedirá de cometer o erro novamente e o tornará medroso. Seu foco deve ser a recompensa. Na organização podemos fazer uma analogia com os funcionários, já que quando você reprime iniciativas que acabaram sendo erradas, a equipe passará a fugir da inovação com medo do erro. Entrarão em uma zona de conforto e indiferença que não é saudável para sua empresa. Ah, e não bata nos funcionários porque isso pode trazer problemas legais.
4. Seja Consistente: Se você dá sinais confusos para seu cão, ele nunca estará certo de como agir. Você não pode incentivá-lo a entrar em seu quarto algumas vezes e gritar com ele em outras. Isto o levará a cometer mais erros e não entenderá o que você realmente quer. Os funcionários de uma empresa precisam também de uma estratégia definida e de sinais consistentes da organização. Por exemplo, a empresa não pode pregar a ética e cometer injustiças com alguns funcionários. Se a equipe não sabe para onde a empresa vai e o que se espera deles, você não pode esperar mais do que pessoas apáticas.
5. Invista em Treinamento: Seu cachorro não aprenderá tudo sozinho, ou com sua liderança do dia a dia. A contratação de um adestrador é a melhor forma de levar seu cão à performance que você deseja. Sua equipe de trabalho também precisa de treinamento constante. Não pense que a economia que está realizando ao não treiná-los é maior do que o ganho de produtividade e que eles teriam. A falta de treinamento de seus funcionários se refletirá diretamente em seu dia a dia, já que você terá que começar a fazer um microgerenciamento de todas as atividades.
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Engenheiro, Consultor e 

Olá, Luiz!
Será que gerenciar pessoas no trabalho é tão fácil quanto adestrar um cão?
Já li coisas muito interessantes no seu blog, mas desse post eu não gostei. Além de ter um título infeliz, a analogia pressupõe um ser humano com capacidade mental limitada e as idéias sobre aprendizagem não são originais. Esse é o conceito de condicionamento operante, desenvolvido por Skinner nos anos 40.
Só faltou dizer que o funcionário é o melhor amigo do chefe.
Willyans
Olá Willyans,
Bom, a resposta à primeira pergunta é: absolutamente não!!
Na realidade eu fiquei um pouco em dúvida em colocar ou não este texto, mas achei a analogia interessante e curiosa. Como eu comentei no começo do artigo, as analogias foram realmente um pouco forçadas.
Meu objetivo com o artigo foi chamar (de uma forma um pouco mais exagerada) a atenção para para os “líderes” (chefes) que ainda contratam pessoas para deixá-las largadas em alguma função de pouca expressão, sem perspectivas de crescimento e que não dão um direcionamento adequado ao trabalho.
Tirando a parte dos cachorros, veja que sobrou: premiar ao invés de punir, consistência na comunicação e estratégia e necessidade de treinamento. Apesar de serem coisas que parecem óbvias, ainda há muitas empresas que não trabalham assim (você que é da área sabe disso melhor do que eu).
Que fique claro: o título e o contexto foram somente uma provocação, algo sarcástico. Não era para ser entendido de forma literal, e não, eu realmente não penso que a equipe deve ser tratada como “os funcionários de estimação do chefe”.
Obrigado pelos comentários!
Um forte abraço,
Luiz
Beleza, Luiz!
Assim ficou mais clara a sua opinião sobre a analogia.
Infelizmente, alguns chefes ainda tratam as pessoas da equipe como cachorros, mas não esses de raça que são treinados. Tratam-os como cães de rua mesmo. Mas esses chefes estão em extinção.
Um abraço,
Willyans
É isso aí, Willyans…
Inclusive, adicionei uma atualização no texto deixando claro que o tom é sarcástico, já que recebi dois emails criticando a minha “posição” quanto aos funcionários…
Abraços!