Execução - O Processo de Pessoal
Publicado em 02/01/2007 por Luiz de Paiva
(Este é o quinto post da série sobre o livro Execução).
Entre os 3 grupos de processos básicos de uma organização (pessoal, estratégia e operações), certamente o de pessoal é o mais importante, já que são as pessoas que tomam as decisões, executam a estratégia e criam a realidade operacional. O fortalecimento do processo de pessoal cria uma vantagem competitiva para a organização. O problema de muitos processos atuais de pessoal é que não avaliam se o profissional tem o que precisa para executar suas tarefas no futuro, e ao invés disso se enfocam em suas realizações passadas. Este processo deve fazer o seguinte:
- Avaliar as pessoas de forma precisa e profunda.
- Fornecer um modelo para identificar e desenvolver líderes
- Criar um plano de sucessão sólido
Charam e Bossidy citam 4 elementos críticos para a criação de um processo de pessoal que fortaleça a organização:
1. Ligar as Pessoas à Estratégia e às Operações: os líderes devem garantir que possuem o tipo e quantidade certos de pessoas para executar a estratégia. De outra forma, somente se criará desgaste e pressão excessiva que não levam à excelência. Para isto deve ser avaliada a estratégia de curto (0-2 anos), médio (2-5 anos) e longo (mais de 5 anos) prazos.
2. Desenvolver o Grupo de Liderança: os objetivos de médio e longo prazos somente serão atingidos se a organização criar um grupo de líderes promissores que tenham a capacidade de assumir gradualmente maiores responsabilidades. Podem ser usadas as seguintes ferramentas para este objetivo:
- Resumo da Avaliação da Liderança: dá uma visão geral aqueles no grupo com alto potencial e podem ser promovidos, e indica necessidades gerais de melhoria nos líderes. Ver exemplo.
- Resumo de Melhoria Contínua: além das informações tradicionais de desempenho, inclui dados claros e específicos sobre as necessidades de desenvolvimento do profissional. Ver exemplo.
- Profundidade na Sucessão e Análise de Risco na Retenção: avalia o risco que a saída de alguns profissionais representa para a empresa e determina se a quantidade de pessoas com alto potencial na organização é suficiente para preencher as posições-chave.
3. Lidar com Aqueles que têm Mau Desempenho: os líderes devem ter a força emocional necessária para lidar com pessoas com desempenho abaixo do esperado. Isso pode envolver colocá-los em cargos menos exigentes ou até demiti-los. Nesta situação é importante saber conduzir o processo, já que o fracasso não significa que as pessoas são necessariamente más, talvez somente não se encaixaram bem naquela posição.
4. Ligar o RH aos Resultados do Negócio: em uma cultura de execução, o RH é muito importante, mas precisa adequar seu papel. Deve estar integrado à estratégia e operações e mudar sua forma de atuação, colocando ênfase no recrutamento (apoiando líderes conforme discutido em posts anteriores).
Para cumprir com estes 4 elementos, não existem uma receita pronta. Cada organização deve ver sua realidade e fazer os ajustes necessários. O mais importante é que em todos os momentos o diálogo na organização deve ser franco. A aplicação da integridade e honestidade na relação com os funcionários abrirá o caminho para a mudança de cultura.
Somente com as pessoas certas a empresa estará pronta para encarar a realidade do mercado, e isto se obtém coletando constantemente informações sobre os indivíduos e usando estas informações para o desenvolvimento de uma liderança que produzirá resultados.
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Engenheiro, Consultor e 

Mutio bons os posts daqui, já os assinei, as dicas sobre gestão são bem legais para quem está começando ou para quem precisa de uma certa direção!
Abs
Rangel, obrigado pelo elogio. Fico feliz que o blog esteja cumprindo com seus objetivos.
Abraços!