Burrice Profissional
Publicado em 26/01/2007 por Luiz de Paiva
Adoramos falar sobre líderes excepcionais e suas equipes trabalhando eficientemente juntos em direção ao crescimento da organização. Sim, esta é uma situação que toda empresa quer, e deve fazer o máximo para chegar o mais perto possível desta utopia. No entanto, a realidade não é tão simples. O que vemos na prática é muito conflito dentro das companhias, especialmente entre chefes e subordinados.
Então, o que você fará quando não estiver satisfeito com sua empresa ou seu chefe? Não importa quem está certo ou errado, o fato é que você pode tentar mudar as coisas desde que continue apoiando a empresa. No momento que você começa a agir contra a organização, imediatamente perde qualquer razão que poderia ter no conflito.
Em minha carreira vi vários casos nos quais, na adversidade, o profissional reage contra sua própria carreira e futuro na empresa, e isso é o que eu chamo de Burrice Profissional.
Estes são alguns dos erros mais burros que já vi:
1. Fingir que está trabalhando: seu chefe pode não perceber imediatamente que no instante que ele dá as costas você volta ao site de notícias esportivas. O problema é que seus resultados eventualmente mostrarão sua ineficiência, ou ainda pior, seus colegas não tolerarão trabalhar mais para cobrir suas atividades, e pode se espalhar uma notícia sobre como você está agindo.
2. Esquecer que a organização tem sistemas e segurança: o que você faz em seu computador provavelmente está sendo registrado, e as câmeras de segurança podem pegá-lo enrolando eternamente no cafezinho. Esteja certo de que um chefe obstinado usará todos os recursos da empresa para pegar você.
3. Confiar excessivamente em seus colegas: eles podem ser seus amigos, mas também tem suas próprias prioridades. Não diga a eles tudo que está em sua mente sobre seu chefe ou outros colegas, já que nunca sabe quando um deles usará a informação para seu benefício (o que também é errado, mas isso já é outra história).
4. Fechar as portas ao sair da empresa: se você sai da companhia ou é despedido em “bons termos”, cuide da sua reação. Uma vez tive que despedir um funcionário por redução de custos e ofereci a ele apoio com referências. Também afirmei que ele poderia ser recontratado em caso de novo crescimento da empresa. Infelizmente ele fez a opção de questionar a decisão dura e agressivamente. Isto me deu uma impressão final muito ruim dele. Mesmo que ele não tivesse planos de voltar, manter bons contatos e referências é importante para ter as portas abertas.
5. Achar que seu chefe não descobrirá (qualquer coisa de errado que você tenha dito ou feito): não corra este risco, os fatores que determinam se a informação chegará ou não até seu chefe são mais dos que você conseguirá controlar. Não faça coisas erradas, mas se fizer, o melhor é ser sincero e pedir desculpas antes que a informação corra.
Você não gosta do jeito que as coisas estão? Tudo bem, expresse suas opiniões, converse com seu chefe, sugira mudanças, peça demissão! Mas nunca vire as costas para a organização.
Para que fique claro: não quero dizer que você deve ser falso e contrariar seus princípios… quero dizer que enquanto você está em uma empresa, deve se esforçar para estar na melhor posição possível dentro dela, e se sair, deve garantir que sua rede de contatos estará de seu lado.
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Engenheiro, Consultor e 

Vejo q a maioria dos erros cometidos tem a ver com fazer algo fora do esperado pela empresa, e o mais curioso é que em todos o cara tem conciencia….
Uma coisa é vc instalar um programa de P2P sem saber q é proibido, outra é vc saber da regra e preferir burla-la a questiona-la…
Vejo q mta gente burla regras da empresa, sem ao menos tentar conversar sobre elas e ver até onde podem ser negociadas….
Infelizmente em qualquer lugar do mundo / empresa / nicho de negocio
tem suas maçãs podres (como foi citado no post ) sendo essa a maior dificuldade de uma administração.
Leio um pouco sobre esse assunto e o fato de ter que retirar uma pessoa da sua equipe é muito complicado (se for uma area delicada como financeiro ou juridico) pode gerar consequencias maiores.
OBS.: não sou a favor de passar a mão na cabeça e ninguem acho que todo mal funcionario deve pagar pelos seus atos
Temos tambem no mercado muitos ‘espertos’ :
*funcionarios que ñ trabalham
*pessoas que tem cargos de chefia que não deveriam exercer
*fora o maralivlhoso QI, que muito bem visto em alguns outros lugares e até louvavel indicar uma pessoa de confiança para um cargo, quando ela for capaz de desempenha-lo. (que frequentemente acontece)
Acredito q esse circulo vicioso ocorre no Brasil a de 500 anos
Acho que as pessoas que estão a caminho do mercado de trabalho deveriam ler uma cartilha igual a uma cartilha do transito a cartilha profissional (que ja teriam pelo menos 5 pontos a serem discutidos)
Concluindo meu 2 ou 3 post em um blog de alguem
prometo escrever em pt-br ao invez de uncode
Thiago, é isso mesmo. O problema não são os erros, que são naturais e devem ser entendidos pelos líderes. Minha crítica no artigo é sobre os profissionais que atuam de má fé, e os mais afetados acabam sendo eles mesmos.
Felipe, concordo com seus pontos. Somente um detalhe: os casos que comentei não aconteceram no Brasil… os problemas com funcionários ocorrem em todo o mundo. Cada país tem sua cultura e isso acaba influenciando no comportamento da equipe.
Não se esqueçam daqueles que jogam todo o trabalho ou toda a culpa por algo errado nos estagiários. No meu primeiro emprego, quando percebi que tinha gente pegando 2 horas de almoço enquanto eu trabalhava, a minha primeira atitude foi pedir transferência para outro setor como se eu não estivesse satisfeito porque não era aquele o serviço que estava em meu contrato. Dessa forma, não “dedurei” quem não estava trabalhando e não causei problemas com a supervisão.
Zephon, você só precisa ter cuidado para não ficar mal na história. Coleguismo é uma coisa, mas não diga que você está insatisfeito com o serviço para para proteger os outros.
De qualquer forma, espero que sua nova função seja mais agradável!