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Avaliação 360 Graus

Publicado em 03/04/2007 por Luiz de Paiva






A avaliação 360º é uma excelente ferramenta para realizar a avaliação de funcionários de uma forma mais aberta e clara. Quando somente uma pessoa (o chefe) avalia alguém, o resultado pode não ser o ideal por diversas razões. Por exemplo, preferências do chefe, visão para dentro do departamento e preconceitos podem influenciar a avaliação para o lado oposto ao que é melhor para a organização.

Ao realizar uma avaliação envolvendo também colegas e subordinados da pessoa, se obtém uma visão completa dos resultados que estão sendo obtidos na empresa. Ficam também evidentes os pontos de melhoria e a criação de um plano de desenvolvimento para o funcionário é facilitada. Apesar dos benefícios serem claros e diretos, muitas empresas ainda não adotaram este tipo de avaliação, e algumas que o adotaram não conseguem executar o programa adequadamente.

Este formato de avaliação se encaixa bem com uma cultura organizacional aberta e participativa. Infelizmente, esta ainda não é a realidade absoluta da maioria das empresas.

Um dos principais medos que existe é o da perda de poder pelos chefes. Eles temem ser escrutinados pelos subordinados e ter seus defeitos expostos. Os que pensam desta forma não são líderes, somente chefes, e dependem do poder formal (autoridade) para controlar sua equipe. Os verdadeiros líderes deixam de lado este tipo de poder, usam o carisma, experiência e caráter, e não precisam ficar preocupados com o que os outros têm a dizer sobre eles.

As pessoas que estão em sua zona de conforto vêem a avaliação 360º como uma ameaça. Estas pessoas não querem que nada mude, estão satisfeitos com a estabilidade e muitas vezes farão o possível para boicotar iniciativas de mudança. Esta é na realidade uma razão adicional para implementar este tipo de avaliação. Os funcionários devem compreender que a organização levará a sério a informação e tomará ações preventivas e corretivas em sua estrutura organizacional.

Isto nos leva a outro risco: colher uma enorme quantidade de dados e não fazer nada com eles. Como em qualquer programa, a base para sua execução deve ser o apoio e acompanhamento da alta direção. De outra forma, é muito provável que a iniciativa perca força e seja abandonada em meio a tantas outras. Depois, será ainda mais difícil reviver o programa, que será visto como “mais uma invenção do RH” e não será levado a sério.

Já ouvi dizer que a adoção da avaliação 360º requer uma mudança de cultura. Para mim, isto é conversa de quem quer não quer sair da zona de conforto. Na realidade, se trata de uma ferramenta para que a mudança ocorra. Se o programa é bem executado, emite-se um sinal claro para os funcionários sobre a necessidade de melhorar continuamente.



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