• 12/06/2009 - por Luiz de Paiva

    A discussão do fato de muitas empresas considerarem o treinamento um custo ao invés de investimento não é nova. Qualquer bom gestor ou profissional de RH dirá que cada centavo gasto na melhoria das habilidades dos funcionários trará resultados maiores para a empresa.

    Ainda assim, temos que encarar que para muitas empresas o treinamento é realmente um custo, e não um treinamento.  Se não há uma medição clara e objetiva dos resultados que a empresa está obtendo com o treinamento das equipes, será difícil considerá-lo um investimento.

    O ideal é que treinamento e capacitação não sejam ações isoladas.  Tudo deve estar interligado em um programa bem planejado, e associado a métricas que mostrem o retorno sobre este investimento.

    Por exemplo, se treinamos funcionários para serem gestores, precisamos ver se diminuímos as contratações externas e estamos dando promoções internas.  Se treinamos operários, temos que ver o índice de qualidade e produtividade melhorando.

    Obviamente o assunto é um pouco mais complexo.  Muitas vezes é difícil medir que outros fatores estão afetando uma métrica, além do treinamento.  Complexo, mas não impossível.  Os departamentos de RH não devem entrar em uma zona de conforto na qual não precisam prestar contas claras sobre os resultados de sua alocação de recursos.   Com esforço, planejamento e boa vontade, sempre é possível associar estas ações a resultados.

    O treinamento que gera resultados reais passa a ser um diferencial competitivo para uma organização.  Não só porque fatores como produtividade e qualidade serão melhores, mas os próprios funcionários se sentirão motivados e irão ter um vínculo mais forte com a empresa, já que sentem na pele que o investimento em seu desenvolvimento é sério.

    Sempre que possível, o retorno sobre o investimento em treinamento deve ser calculado em termos financeiros.   Se um treinamento para uma equipe de produção reduzirá os defeitos em uma etapa do processo em 1%, não fica difícil medir quanto este 1% representa em gastos para a empresa, e assim podemos comparar investimento x retorno.  Mesmo quando não se trate de questões técnicas (ex. um treinamento de liderança), deve-se tentar estimar o retorno financeiro obtido.

    Um sinal de que a empresa enxerga o treinamento como custo é quando o desenvolvimento dos profissionais é sempre deixado em segundo plano porque “não há tempo”.  Se uma organização não consegue compreender que o tempo de treinamento é essencial para sua melhoria, provavelmente será ultrapassada pela concorrência.

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  • 3 Comments to “Investimento em Treinamento”

    • Leandro on 29/06/2009

      Luiz, ótima abordagem!
      O mais complexo é medir o ROI de desenvolvimento comportamental, mais de qualquer forma, investindo de acordo com as competências e estratégia da empresa, não tem erro!

    • Luiz de Paiva on 02/07/2009

      Obrigado Leandro!

      Certamente esta medição é complexa… e deveria ser uma das principais funções de qualquer departamento de RH.

      Abraços!

    • Rodrigo Ozilio on 08/05/2010

      O processo de treinamento é um ciclo de melhoria: identificar necessidades, planejar o conteúdo, implanta-lo, acompanhar os resultados ( positivos: treinamento efetivo.Negativo: rever conteúdo, metodologia, recursos audio e visuais).
      É importantíssimo que a empresa tenha esta mensuração, para analisar o treinamento como investimento ou custo.

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