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As Universidades e o Ensino do Empreendedorismo

Publicado em 30/03/2007 por Luiz de Paiva




Ontem publiquei no Portal O Gerente um artigo sobre uma pesquisa feita pelo Armando Ribeiro, da Pensare Consultoria. Esta pesquisa avaliou o ensino do empreendedorismo em 140 universidades brasileiras.

Clique aqui para ver o artigo.

Os resultados, apesar de decepcionantes, em minha opinião são até esperados. Poucas universidades responderam, e das que responderam poucas informaram dados detalhados sobre o ensino do empreendedorismo.
Ainda temos que avançar muito neste quesito. A universidade brasileira deve deixar de ser apenas uma formadora de “bons funcionários”, e dar espaço para aqueles que procuram um caminho profissional diferente, com a criação de seus próprios negócios.

Espero que gostem do artigo e que sirva para reflexão e para a discussão construtiva.


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1 Comentário em “As Universidades e o Ensino do Empreendedorismo”

  1. Li o seu artigo e fui so site “o gerente” ler os resultados da pesquisa feita pelo Armando Ribeiro.

    Não sou basileiro. Sou português e professor universitário de Gestão empresarial há vários anos, na área financeira. Já ensinei em 2 universidades portuguesas, numa universidade moçambicana e neste momento estou a leccionar em Angola. Não conheço o Brasil e consequentemente só posso responder pela exoeriência prática em que vivo.

    A questão que os dois artigos colocam é interessante mas os resultados deveriam ser mais que esperados e não deverão mudar nos próximos anos. A razão é simples.

    As Universidades e os seus cursos de gestão, economia ou contabilidade (onde cadeiras de empreendedorismo fariam todo o sentido) estão direccionados para a formação de profissionais para as empresas, logo, profissionalmente competentes, integráveis no sistema, obedientes à hierarquia, e fundamentalmente virados para uma carreira profissional ascendente dentro do próprio sistema das organizações existentes (empresarial, académico ou de investigação).

    Actualmente “fazer ondas” é um mau princípio dentro e fora da Universidade.

    A guerra das notas, como necessidade de encontrar emprego nas maiores e melhores empresas (seja qual fôr o País) impede o estudante de ter tempo para pensar em algo que não seja o estudo das disciplinas curriculares e, simultaneamente, arrasta-o para um individualismo crescente a que a televisão, o computador, a Net e as Play Stations dão uma ajuda não desprezivel.

    É, por exemplo, interessante reparar nas seguintes conclusões:

    “Destas, 14 (quatorze) são Privadas e 8 (oito) Públicas. 2 (duas) Universidades responderam que não tem cursos ou matérias relacionadas com empreendedorismo.”

    “É importante notar que das 20 que responderam afirmativamente somente três são consideradas universidades de grande porte: duas privadas e uma pública.”

    A esmagadora amioria das que respondem afirmativamente são privadas (alunos que pagam caro, têm notas que não lhes possibilitam a entrada em Universidades públicas e são de pequena dimensão.

    Muitas delas terão certamente estudantes com pais da classe média e média alta que apresentam uma necessidade diferente das Universidades públicas - Os seus estudantes (clientes) precisam de ser preparados para assumirem responsabilidades nas empresas da sua família sendo este o factor que determina a necessidade de incluir disciplinas relacionadas com o empreendedorismo nos seus curriculuns.

    Um abraço


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