De Sapos, de Águias e de Mudanças
Publicado em 30. jan, 2010 por Paulo Botelho em Conhecimento, Recursos Humanos

Uma conhecida e cruel experiência no campo da biologia prova que um sapo, colocado numa panela com água da sua lagoa, levada ao fogo, fica imóvel durante todo o tempo em que o líquido se aquece até ferver. Ele não reage ao gradual aumento da temperatura e morre cozido. Já um sapo jogado numa panela com água fervente salta imediatamente para fora, meio chamuscado, porém vivo! Alguns empresários e dirigentes agem como sapos fervidos. Não percebem as mudanças no ambiente dos negócios e acham que está tudo bem, que tudo vai passar e que é só uma questão de tempo. E quebram ou fazem um grande estrago em suas empresas morrendo como o sapo da lagoa da água fervida! Esta metáfora, de autoria do consultor e escritor americano Peter Drucker, pressupõe a necessidade de linguagem adequada para o entendimento nos relacionamentos interpessoais nas empresas. “Falar a mesma língua” na empresa não significa exatamente que há entendimento. Há em cada ser humano um universo de crenças, idéias e percepções diversas, do qual depende o sentido que as palavras adquirem. Quanto mais sintonia melhor a comunicação.
Uma empresa pode ser vista como um pacto entre todos que dela fazem parte. Ou, apenas um lugar onde as pessoas aplicam o seu tempo em troca de um salário. O primeiro caso pressupõe o conhecimento e a aceitação por todos de princípios e compromissos que geram a participação. No segundo, valem apenas as regras momentâneas do jogo, sob intensa supervisão.
Da espécie das aves, ela é quem possui a maior longevidade, pois chega a viver setenta anos. Mas, para chegar a essa idade, a águia, aos quarenta já está com as unhas compridas e flexíveis – e não consegue mais apanhar suas presas para poder se alimentar. O bico alongado e ponteagudo fica curvado. Apontadas contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas. Voar, portanto, fica dificílimo. E, nessas circunstâncias, a águia tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que chega a durar quase seis meses. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde não necessita voar. Após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico numa das faces do paredão até conseguir arrancá-lo. Depois de arrancar o bico, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só após cinco meses, a águia sai para o vôo da renovação que possibilitará a ela viver mais trinta anos.
Jacques Cousteau, o grande oceanógrafo francês, autor de observações sobre o comportamento e da vida de inúmeras espécies, como esta das águias, dizia que em nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação; e que para um vôo de renovação, precisamos nos desprender de certas lembranças, de certas mágoas, de certos costumes, hábitos e outras tantas coisas que nos causam dor e sofrimento.



Adorei o texto acima, é uma realiadade dos dias atuais…
OLÁ PROFº BOTELHO!
MUITO BOM SEUS COMENTARIOS.
SOU REPRESENTANTE COMERCIAL E SAI DE UMA EMPRESA ONDE FIQUEI PO 20 ANOS.LÁ TINHA UM SAPO EU ESTAVA VIRANDO UM.
HOJE COM 49 ANOS ESTOU TENDO UMA ENORME
DIFICULDADE EM ME ENCAIXAR, MAS VOU VOAR ALTO MUITO ALTO!SAPO SÓ SE FOR PRA VIRAR PRINCIPE..OK
GIOVANNI SANDOR SP
Texto ótimo, eu já conhecia a história mais nos tempos de hoje é bom relembrar ele sempre,Parabéns.
Texto ótimo . Não podemos nunca nos acomodar ,precisamos de estar em constates mudanças e atualizações pois assim poderemos incomodar e revolucionar bastante , entretanto aí sim esta nossa diferênça e sobrevivencia no campo profissional.
Olá,Prof. Botelho!
Seu comentário é uma realidade.Acredito que independente do tamanho da organização,sempre vai ter um (sapo) gerenciando alguma área e impedindo que a empresa e a sua área específica passe por mudanças que venham trazer benefícios para a organização.Como é dificil ter que engolir esses “sapos”.
Paulo Santana-BH
Bem observado, Paulo! Mas, acho que somos, nós mesmos, os responsáveis por essa saparia toda! Ao invés de protestarmos, aceitamos; ao invés de combatê-los alegamos que nada podemos fazer, pois tudo “vem de cima” e nos resignamos em ficar “por baixo”.