03/09/2010

Gerenciamento Perfeito = Processos Perfeitos

Publicado em 19/12/2008 por Luiz de Paiva em Gerente de Projetos, Processos



Não existe gerenciamento perfeito sem processos perfeitos.

Em meu último post, no qual publiquei duas tiras do Dilbert sobre gerenciamento de projetos, o Sidney, do Infocontrol escreveu uma dúvida interessante:  “Como você costuma lidar quando a gerência é perfeita mas os métodos de trabalho não o são? Comunicação ou Burocratização?“.

Bom, em primeiro lugar, vamos esclarecer que sempre que dizemos perfeito estamos nos referindo a algo que atingiu um alto nível de excelência.  Perfeição pura não existe.

Agora, vamos à questão do Sidney.  Em minha visão, os métodos de trabalho estão diretamente associados à gerência.  Quem define ou ao menos orienta os processos em grande parte das empresas são os gestores.  Portanto, processos falhos devem ser diretamente atribuídos a uma gerência imperfeita.  Fugir deste fato pareceria mais uma desculpa de quem está falhando.  Por exemplo:

  • E se a gerência não é quem define os métodos de trabalho?  – Então a gerência está sendo imperfeita em influenciar a mudança na empresa.
  • E se são os altos executivas da empresa os que definem os processos? – Então a gerência está sendo imperfeita no gerenciamento de stakeholders.
  • E se os funcionários não seguem os processos? – Então a gerência está sendo imperfeita no processo de seleção ou treinamento da equipe.

A lista pode continuar, mas não vejo necessidade.  Um gerente que deseja atingir a excelência deve ter ótimas habilidades em todos os aspectos de seu trabalho.  Falando específicamente do gerente de projetos, isso significa, por exemplo, dominar a teoria e a aplicação de todas as áreas de conhecimento relacionadas à atividade, como gerenciamento de escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos, aquisições e integração (sim, colei do PMBOK).

Na prática, a perfeição no existe.  O que deve exitir é um constante aprimoramento da capacidade e das habilidades do gerente de projetos.

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5 Respostas para “Gerenciamento Perfeito = Processos Perfeitos”

  1. Sidney 25 December 2008 at 6:29 pm #

    Salve Luiz, acho que entendi sua visão sobre o gerenciamento. Porém quando falamos de gestão de processos empresariais, a coisa muda de foco, muitas vezes o empreendedor/gestor não consegue ou não tem todo o ferramental necessário. Então a dúvida bate na cabeça, burocratizo o processo para aumentar a qualidade, ou prioriza a comunicação para estimular a criatividade? Obvio que irá depender do trabalho a ser desempenhado, porém dá para garantir a qualidade empregando uma gestão baseada em comunicação ao invés de processos?

    Será que toda gestão deve ser burocrática? Porque não há técnicas simples de gestão de projetos que qualquer empreendedor possa aplicar na sua empresa? Vejo em minhas andanças através de consultorias, que muitos gerentes de projetos se focam em garantir que o projeto seja executado com a triade ( dinheiro, tempo, RH ) destinados, mas não se preocupam em saber se o projeto irá atender depois de pronto.

    Na informática já está havendo novas visões de gerenciamento que priorizam a comunicação, como levar essas práticas do mundo da informática a um mundo, por exemplo, da industria de cosméticos?

    Acredito que respondendo essas perguntas muitas soluções serão criadas. O que você acha?

  2. Helio Pedro Cicchella 28 January 2009 at 3:58 pm #

    Olá… só um comentário… acredito que o seu post é muito positivo, mas porém se lermos o 4o e o último “paragráfo” podemos constatar que há uma divergencia de conteúdo, se quando temos um problema, o qual não conseguimos resolver por não termos o poder de decisão e se não existe a perfeição, logo o que pode estar ocorrendo não é uma desculpa do gestor, mas simplesmente não há recursos ou poder de decisão suficientes para um bom gerenciamento, em ALGUNS casos acredito que como gestores de projetos devemos cientizar alguns stakeholders e deixar acontecer, pelo fato de que nem sempre a rebeldia, o confronto ou como se diz “bater na mesma tecla”, é positivo. a casos e casos, devemos avaliar em qual ambiente estamos situados e tomar a melhor decisão, mas se a decisão que tomarmos for incorreta nos trouxer frustrações, então devemos buscar maior conteudo e experiência para no futuro tomarmos uma melhor decisão. Acredito que muitas empresas não estão preparadas para uma gestão de projetos madura, o que dificulta e muito o trabalho do gerente de projetos, tento este que ter um maior conhecimento em psicologia do que nas metodologias de gestão. Obrigado e parabéns.

  3. Luiz de Paiva 31 January 2009 at 8:46 pm #

    Olá Helio,

    Seu comentário é muito relevante. Concordo plenamente que em muitaos casos a situação está totalmente fora do alcance do Gerente de Projetos. No entanto, seu dever no projeto inclui o máximo esforço para influência de stakeholders em todos os níveis, objetivando o sucesso no projeto.

    Obviamente, se a empresa não está preparada para ter uma estrutura de gerenciamento de projetos, é possível que os esforços sejam inúteis. Mas aqui não estou falando de aplicar “culpas”, e sim de evitar “desculpas” para não buscar sempre o melhor resultado possível.

    Abraços!

  4. Carlos F. Rodrigues 19 October 2009 at 9:22 pm #

    Apenas contribuindo um pouco. Aplicando-se o que diz Goldratt, em sua “teoria das restrições” (TOC), se seus processos estão aparentemente perfeitos, é hora de procurar por novos gargalos, e torná-los melhores ainda. Belo Artigo.
    Grande Abraço.
    Carlos F. Rodrigues

    http://gpnapratica.wordpress.com
    http://www.twitter.com/gpnapratica

  5. Luiz de Paiva 1 November 2009 at 9:03 pm #

    Oi Carlos,

    Ótima citação.. a melhoria contínua não tem fim!

    Abraços!


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