Prevendo a Morte do Projeto
Publicado em 22/02/2009 por Luiz de Paiva em Risco
Inúmeras coisas podem ir mal e matar um projeto. Prevê-las é o objetivo do gerenciamento de risco do projeto. No entanto, nem sempre conseguimos avaliar adequadamente todos os cenários que podem dificultar o andamento de um projeto.
O problema é que muitas vezes a mente das pessoas não está aberta para discutir cenários macro, e se concentram como apenas em como cada atividade pode dar errado. Isto é natural pela forma em que o levantamento de riscos é algumas vezes apresentado (levantando riscos atividade por atividade).
Na Harvard Business Review de Setembro/2007, há uma idéia interessante para mudar esta forma de pensar nos riscos. O conceito é muito simples: realizar uma reunião para discutir uma situação imaginária – porque o projeto morreu?
O processo seria mais ou menos assim:
- O gerente de projeto (ou líder da reunião) descreve o cenário a todos: o projeto morreu e todos devem imaginar porque isto aconteceu.
- Cada membro da equipe escreve, de forma individual, as causas pelas quais o projeto fracassou (colocando especialmente aquelas causas menos “populares”).
- Um a um, cada membro vai lendo suas causas, as quais são registradas em uma lista única pelo gerente de projeto.
- Esta lista é usada pelo gerente para fortalecer seu plano de projeto, especialmente no que se refere ao gerenciamento de riscos.
Uma das coisas que imaginei é: porque não discutir as causas da morte do projeto em conjunto? No entanto, depois percebi que faz sentido. Se a idéia é obter novos conceitos que não foram discutidos previamente, a imaginação de cada um deve estar livre da influência dos outros. Em uma discussão prévia, uma idéia interessante pode ser sufocada pelo grupo que a está discutindo.
Também há um conceito psicológico por trás deste método: “Uma pesquisa realizada em 1989 por Deborah J. Mitchell, da Universidade Wharton; Jay Russo, da Universidade Cornell; e Nancy Pennington, da University
de Colorado, descobriu que imaginar que um evento já ocorreu aumenta em 30% as chances de identificar as razões pelas quais ocorreria.”
Este processo, o qual ainda não tive a oportunidade de testar, não substitui as outras formas de gerenciamento de risco, mas parece ser um jeito muito interessante de melhorar o plano de projeto. É um processo mais leve e descontraído, que pode levar a insights poderosos.
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Hoje o que acontece é exatamente o contratio… primeiro executa o projeto, e no final é que se discuti as falhas, e eleger um culpado.
Este processo realmente é de grande utilidade, ajuda a prevenir possiveis erros, uma vez premeditados.
Obrigado, Rafaella
Excelente post! Imagino que esta abordagem seja muito mais descontraída do que as tradicionais reuniões de levantamento de riscos.
Obrigado, Douglas!!
Gostei da dica!
Vou tentar colocar em prática em um dos meus projetos.